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Thereza May, primeira-ministra britânica (Foto:.independent.co.uk)

A tentativa de assassinato de um ex-espião russo refugiado desencadeou uma profunda crise diplomática entre Inglaterra e Rússia, com fortes consequências e ameaça de sanções e boicote à Copa do Mundo de 2018. No último domingo, Sergei Skripal, 66 anos e apontado como ex-membro do MI6 – Serviço de Inteligência Militar da Rússia – e sua filha Yulia, 33, foram envenenados por agente nervoso, crime que os ingleses apontam os russos como os autores.

Condenado por traição e pena de 13 anos, Skripal conseguiu a liberdade em 2010 após agentes russos serem capturados nos Estados Unidos. Em troca pela soltura do grupo, a Rússia concordou em liberar Skripal, que se refugiou em Salisburi, sudoeste inglês e a 150 quilômetros de distância da capital Londres.

O estado de saúde de Skripal e sua filha é grave. O agente nervoso é um ativo que paralisa o sistema nervoso, dificulta a respiração e, como consequência, leva a morte. Para muitos, a ação é uma das armas mais letais e perigosas, atrás somente da bomba atômica.

A Scotland Yard, serviço de inteligência do Reino Unido, é quem está à frente da investigação. Por enquanto, o grupo ainda não chegou a uma conclusão, mas, desde o início, trata o assunto como tentativa deliberada de assassinato da família Skripal.

Desde que o assunto veio à tona, os parlamentares britânicos cobram maior eficiência na investigação e também da governo britânico por uma resposta. Um dos líderes do parlamento e peça importante no Brexit, que é a saída do Reino Unido da zona de livre comércio da União Europeia, quer que a Inglaterra boicote a Copa do Mundo e que o país apresente urgentemente restrições aos russos.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, em entrevista ao canal ITV, disse que aguarda a conclusão das investigações, mas promete uma forte ação contra os autores do crime.

Uma das medidas da Inglaterra pode ser o boicote à Copa do Mundo de todas as autoridades e também da família real. Por enquanto, a participação da Inglaterra na Copa do Mundo não sofre nenhuma mudança, porém o time pode ser penalizado com a suspensão de todas as competições organizadas pela Fifa, caso nenhum dirigente inglês acompanhe a equipe no Mundial.

A Rússia nega participação no crime e diz que é um lixo a ideia de ligarem o crime ao governo. A TV estatal da Rússia disse que “não deseja a morte de ninguém, mas que ser um traidor é uma das mais perigosas profissões do mundo”.

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