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A articulação do grupo de apoiadores de Ronaldo Caiado (DEM) dentro do MDB para pressionar Daniel Vilela a desistir da candidatura ao governo e apoiar o senador, no que é para ser um grande evento marcado para terça-feira em Goiânia, tem dois lados.

De fato, cria preocupação dentro da estrutura de Daniel. Não é positivo para quem se propõe a liderar uma disputa majoritária conviver com o fogo amigo. O desgaste é inevitável.

Mas também cria a obrigação dos dissidentes mostrarem o seu tamanho, com o risco de evidenciarem que, em vez de maioria, são minoria.

Por ora, são cabalistas cinco prefeitos e lideranças pontuais. Tem mais gente? E, se tem, vão botar a cara pra fora? Porque uma coisa é chiadeira de bastidores; outra, é grito com peito aberto.

O cabo de guerra, com a data marcada para o ato dos descontentes, é então uma corda no pescoço de Daniel mas igualmente no de Caiado, dentro do MDB. Quem vai sobreviver?

E fica estranha a decisão dos dissidentes, que se preparam para continuar na legenda agindo contra Daniel caso não consigam demover Daniel de ser candidato.

Para quem prega unidade, esta não é uma atitude de união. Para quem reclama de uma oposição tutelada pelo governo, isso não é comportamento de quem preza a resistência.

Há uma lógica em tudo: os cabalistas estão convencidos de que Daniel não vai arredar pé até a convenção e que, indo à convenção a tese do apoio a Caiado, ela será derrotada em nome da candidatura própria porque o deputado controla o diretório.

Nesse caso, a ação dos cabalistas neste momento tem mais o objetivo de atrapalhar Daniel do que favorecer Caiado. No que apoiadores de Daniel, como o deputado estadual Wagner Siqueira, devolvem: se estão descontentes, por que não saem então da legenda?

Esta é a toada da desunião. O prefeito Iris Rezende dá conta de juntar Caiado e Daniel, neste ambiente? Se não der conta, já avisou: fica com a candidatura emedebista. Quer dizer: não fica com Caiado.

Para o governo, essa briga é boa. Por desunir a oposição no momento em que também não tem a unidade de sua base como certa, e por enfraquecer especialmente aquele que é visto como maior adversário: Ronaldo Caiado.

Em outros eleições, o enredo dessa história levava uma final previsível: derrota das oposições e vitória do grupo que está no governo. Culpa das estrelas. Certeza.

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