onuTrabalhadores no Canal do Panamá, que está a ser aumentado (Foto: Gerardo Pesantez/Banco Mundial)

O Banco Mundial divulgou esta semana, em Washington, que o Brasil e a Argentina devem puxar o crescimento econômico da América Latina e do Caribe neste ano. A previsão para o Brasil é de 2,4% em 2018 e de 2,5% em 2019. A Argentina deverá expandir 2,7% e 2,8%, respectivamente.

Em seu relatório semestral, o economista-chefe para a América Latina e o Caribe, Carlos Végh, estima que a região deve crescer 1,8% em 2018 e 2,3% em 2019. Em 2017, a expansão foi de 1,1%.

Ambiente positivo

Por trás desses números, está um ambiente externo positivo, que inclui aumentos nos preços das commodities e crescimento nos Estados Unidos e na China. No entanto, muitos países apresentam uma situação fiscal delicada após anos de pouco crescimento.

Trinta e um dos 32 países da América Latina e Caribe registraram déficit fiscal em 2017. Além disso, a dívida pública da região é de 57,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

O estudo defende que, nesta fase de retomada, é importante fortalecer as contas fiscais para promover um crescimento inclusivo e de longo prazo. Reorganizar as contas também ajuda a manter conquistas das últimas décadas, como inflação baixa, redução da pobreza e da desigualdade.

Reformas

Segundo o relatório, gastos ineficientes e improdutivos devem se tornar o foco das reformas. Esses ajustes também devem ser graduais e não se concentrar em cortar o investimento público ou as transferências sociais.

Entre os países que já começaram esse movimento, estão Argentina, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Panamá e Uruguai.

O lançamento do estudo ocorreu em meio às reuniões de primavera do Banco Mundial com o Fundo Monetário Internacional, que vão até domingo.

saude mundialAs parcerias internacionais foram responsáveis pelo aumento de pessoas em tratamento antirretroviral (Foto Unicef: LeMoyne)

São mais de 600 participantes e 120 palestrantes de 40 países que se reúnem no Encontro Regional da Cimeira Mundial da Saúde. O evento ocorre na Universidade de Coimbra, em Portugal, até esta sexta-feira. O foco são melhorias de saúde e desafios enfrentados por países de rendas média e baixa especialmente as nações de língua portuguesa na África.

O evento pretende iniciar uma grande rede com especialistas, autoridades, acadêmicos, membros da sociedade civil e agências especializadas da ONU para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e evitar mortes desnecessárias por crises na saúde, epidemias e o aumento da prevalência de óbitos por doenças crônicas que já afetam principalmente o continente africano, em taxas superiores a de um passado recente.

Lusofonia

A médica Magda Robalo, diretora do Escritório Regional da OMS sobre Doenças Transmissíveis na África é uma das oradoras do Encontro. Nesta entrevista à ONU News, ela contou que não há tempo a perder para mobilizar os países e a sociedade contra a mortalidade por doenças crônicas e transmissíveis. 

“A possibilidade de ter esta reunião em Portugal é muito grande para se pôr o foco naquilo que acontece no domínio da saúde nos países africanos de expressão portuguesa.  O que nos une é a língua portuguesa, mas também nós temos desafios comuns no domínio da saúde. Entre Brasil, Timor-Leste, Angola, São Tomé e príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau, nós estamos aqui também para expandir a rede de colaboração para ver como aprendemos um dos outros e ver se podemos exportar absorver e boas práticas que tenham acontecido”.

Meninas e mulheres

Outra palestrante do Encontro Regional, a diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, diz que a tarefa de todos agora para cumprir a Agenda 2030 é promover a saúde de meninas, mulheres e jovens. 

"Estou aqui para debater a importância de investir nas mulheres, de forma a se conseguir realizar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e não deixar ninguém para trás. Com um grupo variado de parceiros, vamos debater a importância do investimento na saúde das mulheres, especialmente na saúde sexual e reprodutiva, no acesso ao planeamento familiar, como forma de construir a sua independência económica, a sua autonomia, promover a sua participação a vários níveis e, dessa forma, alcançar um patamar mínimo de dignidade, sem deixar ninguém para trás. Daí o foco nas mulheres e nas adolescentes, são aquelas que têm sido deixadas mais para trás nos programas, nos projetos de decisão, e dessa forma construir um mundo melhor para todos."

O Encontro Regional da Cimeira Mundial da Saúde ocorre no Convento de São Francisco, na Universidade de Coimbra, que é Patrimônio Histórico Mundial da Unesco.

 

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O primeiro ministro japonês Shinzo Abe e o presidente dos EUA Donald Trump (Foto: Carlos Barria/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (18) que está negociando a libertação de três norte-americanos que estão presos na Coreia do Norte. A informação foi repassada à imprensa em uma entrevista coletiva, na Flórida, durante o encontro entre ele e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Trump afirmou que há uma “chance de conseguir a libertação dos prisioneiros”. Além disso, afirmou que irá continuar pressionando o líder norte-coreano em prol de uma completa desnuclearização do país.

Sobre o encontro que está sendo preparado por Washington e Pyongyang, Trump afirmou que espera ter uma “reunião muito bem-sucedida” com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, “Se eu achar que o encontro pode não ser frutífero, não iremos”, afirmou.

Hoje pela manhã, ele havia confirmado um encontro entre o diretor da Central de Inteligência Americana (CIA), Mike Pompeo, e Kim Jong-Un na semana passada. O primeiro de alto nível entre os dois países em 18 anos.Nessa terça-feira (17), o jornal Washington Post divulgou a informação obtida com um funcionário do governo Trump, de que Pompeo havia tido o encontro com Kim. Ontem (18), Trump confirmou o encontro e na coletiva disse que Pompeo conversou com Kim Jong-Un sobre os três norte-americanos detidos.

A visita, caso ocorra, poderá ser realizada entre maio e junho, em local ainda não estabelecido. Mas Donald Trump fez questão de frisar que o encontro ainda não é uma garantia. Também existe a expectativa de que Coreia do Sul e Coreia do Norte possam restabelecer o diálogo em um eventual encontro entre Trump e Kim Jong-Un.

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Bandeira de Cuba (Foto: Pexels)

A Assembleia Nacional de Cuba se reúne nesta quarta-feira (18) para escolher o próximo presidente da ilha caribenha que, nas últimas seis décadas, foi governada pelos irmãos Castro: Fidel, que morreu aos 90 anos, e Raúl, que prometeu se aposentar aos 86. O novo líder será o primeiro, desde a Revolução Cubana, com outro sobrenome e representando uma geração mais jovem do que aquela que pegou em armas para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959) e desafiar os Estados Unidos (EUA), estabelecendo um regime socialista a 150 quilômetros de sua costa.

O novo presidente de Cuba assume em um momento delicado. A Venezuela, que fornece petróleo e sustentava o regime cubano, hoje enfrenta grave crise econômica, marcada pela hiperinflação, o desabastecimento e o isolamento internacional.

Com a mudança de governo em 2017, os Estados Unidos recuaram no processo de reaproximação – primeiro passo para o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro que continua impondo à ilha. O presidente norte-americano, Donald Trump, (eleito também com o voto dos cubanos que imigraram para os EUA e que exigem a derrubada do comunismo na ilha), limitou viagens e investimentos (dos norte-americanos) em Cuba.

Raúl Castro diz que foi eleito presidente para “defender, manter e continuar aperfeiçoando o socialismo cubano -  e não para destruí-lo”.

A eleição representa o fim de uma era, mas muitos observadores acham que, na prática, pouca coisa mudará na vida dos 11,5 milhões de cubanos: o Partido Comunista de Cuba (PCC) continua sendo o único e Raúl Castro seu chefe.

“O Partido Comunista é o órgão máximo de decisão política, de acordo com a Constituição cubana. Raúl Castro deixa a presidência do país, mas não o cenário politico”, disse à rerportagem da Agência Brasil Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional, uma organização de defesa dos direitos humanos. “Lamentavelmente, Cuba continua sendo um país que violenta, de forma massiva, as liberdades civis, políticas e de expressão.” Cuba é o único país do continente que não permite acesso oficial à Anistia Internacional. 

Reformas

Só houve uma sucessão presidencial na Cuba revolucionária e ela foi programada. Em 2006, Fidel Castro entregou o comando do país ao irmão caçula – primeiro interinamente, depois oficialmente. Fidel estava doente e morreu dez anos depois. Nos últimos 12 anos, Raúl Castro adotou algumas medidas de abertura. Meio milhão de cubanos hoje trabalham no setor privado. Desde 2013, quem quiser pode deixar o país, sem precisar de autorização para viajar ou ter que fugir de barco, numa perigosa travessia para a costa da Flórida. A compra e venda de imóveis e carros, mesmo limitada, foi permitida. E a internet chegou à ilha, onde existem mais de 600 áreas publicas com conexão wifi.

No cenário internacional, Cuba participou da 7ª Cúpula das Américas em 2015. Foi a primeira reunião de líderes dos 35 países do Continente Americano com a participação do governo cubano, que até então tinha sido vetada pelos Estados Unidos. A notícia foi o histórico aperto de mão entre Raúl Castro e o então presidente norte-americano, Barak Obama, marcando a reaproximação dos dois países, depois de mais de meio século de guerra fria.

Apontada como responsável por disseminar revoluções comunistas na região, Cuba patrocinou o acordo de paz entre o governo colombiano de centro-direita, do presidente Juan Manuel Santos, e os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sete mil rebeldes entregaram as armas, depois de 50 anos de conflito, para formar um partido político, que este ano disputou as primeiras eleições legislativas.

Com a morte de Fidel em 2016, a pergunta era sobre o futuro do país. Raúl Castro propôs ao partido limitar a idade (70 anos) e o mandato (dois períodos de cinco anos) dos dirigentes do PCC, além de uma reforma constitucional. E anunciou que deixaria a presidência, por decisão própria, em abril deste ano.

Renovação

Para ex-combatentes da revolução, o sucessor de Raúl Castro representa a renovação da cúpula do regime comunista cubano, mas a continuidade de seus ideais. Alejandro Ferras Pellicer, de 94 anos, aposta nesta nova geração que, ao contrário da anterior, nasceu com direito à educação e que, segundo ele, estará mais preparada – intelectualmente e tecnologicamente - para lutar por uma sociedade mais igualitária.

Raúl Castro sinalizou, em mais de uma ocasião, que a ideologia não está em jogo – não importa quem seja o novo presidente de Cuba ou que pressões ele terá de enfrentar. “O substituto de Fidel só pode ser o Partido Comunista”, disse, quando os cubanos tentavam imaginar o futuro sem o pai da revolução.O analista politico cubano Rafael Hernández acredita que o novo governo enfrentará pressões internas por mudanças, porque as expectativas de melhores condições de vida vêm de longa data e cresceram com o tempo. Segundo ele, apesar de Cuba enfrentar hoje uma conjuntura internacional menos favorável, a ilha não está na mesma encruzilhada dos anos 90, quando a União Soviética (principal fornecedora de petróleo a Cuba e financiadora de partidos comunistas no hemisfério internacional) se dissolveu em 15 repúblicas separadas – entre elas, a Rússia.  

“Nesses 60 anos, Cuba demonstrou ser capaz de sobreviver a várias crises – até à pior delas, nos anos 90, quando muitos pensavam que ficaria isolada e seria obrigada a mudar”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o analista político argentino Rosendo Fraga. “Com a saída de Castro, uma nova geração subirá ao poder. Mas a renovação será feita para manter o mesmo sistema em vigor”.

Leia mais...Ronaldinho Gaúcho e Luís Figo (Foto: ONU)

O brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o português Luís Figo serão os capitães dos astros de futebol que este sábado disputam o Jogo da Solidariedade em Genebra, na Suíça.

As receitas da partida organizada pela União das Confederações Europeias de Futebol, Uefa, em parceria com a ONU serão destinadas à Fundação da Uefa para as crianças.

Astros

Os fundos, que também virão do jantar de caridade e do leilão de futebol digital exclusivo, devem financiar projetos humanitários e de desenvolvimento para ajudar crianças com deficiências, a nível local e global.

Em comunicado, a confederação europeia destaca a participação no jogo de astros históricos da Uefa, da Liga dos Campeões e da Copa dos Campeões.

Jogadores

O ex-futebolista francês Didier Deschamps lidera os jogadores de Figo e amigos. Também alinham os portugueses Vítor Baía e Nuno Gomes, ao lado de Michel Salgado, Frank de Boer, Rio Ferdinand, Cristian Chivu, Dejan Stankoviæ, Robert Pirès, Jari Litmanen, Christian Karembeu, Andrea Pirlo, Raúl, Robbie Keane e Kelly Smith.

No onze de Ronaldinho Gaúcho, treinado por Carlo Ancelotti, participam os brasileiros Cafu e Edmilson e alinham David James, Antonis Nikopolidis, Juliano Belletti, Casey Stoney, Éric Abidal, Michael Essien, Youri Djorkaeff, Gaizka Mendieta, Ronald de Boer, Henrik Larsson, Alexander Frei, Patrick Kluivert e Célia Sasiac.

O árbitro veterano Pierluigi Collina será o juiz da partida que “pretende promover a paz, os direitos humanos e o bem-estar no mundo através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” adotados pelas Nações Unidas.

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Bandeira chinesa (Foto: Pexels)

Com um orçamento de cerca de US$ 280 bilhões para o desenvolvimento de ciência e tecnologia, o governo da China convida jovens brasileiros e de latino-americanos em geral para trabalhar em pesquisas e projetos avançados de tecnologia no país asiático.

“A China dispõe as instalações científicas mais avançadas do mundo e os jovens que queiram participar desse projeto receberão muitos benefícios”, disse o conselheiro de Ciência e Tecnologia da Embaixada da China em Brasília, Gao Changlin.

O cientista que preencher os requisitos para trabalhar na China terá o salário mensal de US$ 2 mil por um período de seis meses a um ano. Posteriormente, se quiser continuar no país, o pesquisador poderá se candidatar para participar em projetos científicos em universidades ou institutos de pesquisa.

De acordo com a embaixada, centenas de pesquisadores latino-americanos receberam convites para trabalhar em pesquisas na China, dos quais, grande parte é brasileira.

As inscrições estão abertas. O candidato deve ter, no máximo, 45 anos, experiência de cinco anos em pesquisa ou ter concluído o doutorado.

Mais informações no site: tysp.cstec.org.cn. O pesquisador pode também encaminhar dúvidas ou perguntas para o e-mail [email protected] ou para o endereço: 54 Sanlihe Road, Beijing 100 045, China.

Avanços

A China alcançou, em 2016 a liderança mundial de criação tecnológica. Há dois anos, os inventores chineses ficaram com o primeiro lugar no planeta em pedidos e autorizações de patentes, com mais de 1,2 milhão de projetos e 322 mil concepções tecnológicas.

O Brasil foi o primeiro país  em desenvolvimento a estabelecer uma parceria estratégica com a China. Um dos aspectos dessa parceria foi o programa Cbers, assinado em 1980, que permitiu o lançamento de satélites para monitorar o território brasileiro e prevenir desastres ambientais.

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Foto: Pexels

Devem ser anunciadas nesta segunda-feira (16) novas sanções por parte do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra a Rússia. A informação é da embaixadora dos Estados Unidos perante as Nações Unidas em Nova York, Nikki Harley. As sanções seriam uma resposta de Washington ao Kremlin, sob a alegação de que o governo russo estaria apoiando o uso de armas químicas pelo regime sírio contra civis.

O anúncio acontece depois de a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq)  afirmar que seu acesso a alguns locais na cidade síria de Duma, para confirmar ou não um ataque químico, não foi autorizado. Os inspetores chegaram à cidade de Duma no último sábado (14), para inspecionar se foram ou não usadas armas químicas no ataque do dia 7 de abril

A informação foi divulgada via Twitter, na conta oficial da delegação britânica. “Acesso sem restrições é essencial. Rússia e Síria precisam cooperar", diz o texto, acusando os dois países de impedir a acesso dos especialistas.

A Rússia alegou que o ataque aéreo de sexta-feira (13), realizado em conjunto por Estados Unidos, França e Reino Unido, em Damasco e em Holms, provocou a "demora" no acesso aos locais a serem inspeciados na cidade de Duma.

guterresSecretário-geral da ONU, António Guterres (Foto: ONU News)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou para hoje (14), a pedido da Rússia, uma reunião de emergência para discutir a ofensiva dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido à Síria. A informação foi repassada pelo governo russo, em um comunicado assinado pelo próprio presidente Vladimir Putin. “A atual escalada da situação em torno da Síria tem um impacto devastador em todo o sistema de relações internacionais”, diz Putin no texto.

De acordo com o embaixador da Suécia na ONU, Carl Skau, a reunião está marcada para as 11h (hora local; 12h em Brasília). A Síria afirmou que a maioria dos misseis foi interceptada, mas o Pentágono afirmou, em entrevista à impensa na noite dessa sexta-feira (13), que os alvos foram atingidos.

Segundo o Pentágono, o bombardeios aéreos lançados nessa sexta-feira pelos Estados Unidos, em conjunto com a França e Reino Unido, sobre a Síria tiveram como alvos três locais descritos como de "capacidades químicas: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, situada a oeste de Homs, e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que, servia, de acordo com o governo dos EUA, de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

O Pentágono disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios relacionados ao armamento químico e evitaram bases russas e alvos civis.  O secretário de Defesa, James Mattis, afirmou que foi um “ataque único”, por enquanto, porque a meta é fazer com que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, deixe de usar armas químicas – ação negada pelo governo sírio.

Esta será a quinta reunião do conselho nesta semana para debater a situação na Síria após as denúncias do suposto ataque com armas químicas denunciado no último fim de semana na cidade de Duma.

As reuniões anteriores terminaram sem acordos, mas com fortes divisões entre os Estados Unidos e a Rússia.

Na mais recente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que "a Guerra Fria voltou" e que o Oriente Médio vive uma situação de "caos".

Guterres, que viajaria hoje a Riad para participar da cúpula da Liga Árabe, decidiu adiar a participação no encontro e ficou em Nova York.

Em comunicado divulgado após o ataque de ontem, Guterres pediu hoje aos países-membros da ONU que mostrem moderação "nestas circunstâncias perigosas" e mantenham o respeito ao direito internacional.

antonio tajaniAntonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu (Foto: Reprodução / Internet)

O italiano Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu, afirmou hoje (14), em entrevista à rádio pública italiana RAI, que o uso de armas químicas é inaceitável e que é preciso "evitar uma escalada militar na Síria". A declaração foi feita após os ataques desta madrugada realizados conjuntamente pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela França.

Tajani disse ainda que a operação contra a Síria será discutida na segunda-feira (16) no Parlamento Europeu e que espera que haja uma solução pacífica que inclua a União Europeia e as Nações Unidas. "O futuro da Europa passa também pela política internacional e esta inclui a Síria", afirmou.

No entanto, Tajani admitiu temer que a situação se agrave e afirmou estar preocupado com a população civil. "O perigo é o que pode vir a seguir", disse.

Outras lideranças

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que a União Europeia “está ao lado dos seus aliados e ao lado da Justiça". Em sua conta no Twitter, Dusk escreveu que "os ataques dos EUA, França e Reino Unido mostram claramente que o regime sírio, com a Rússia e o Irã, não pode continuar com esta tragédia humana, pelo menos sem custos”.

Também no Twitter, o presidente da Comissão Europeia, Jean - Claude Juncker, afirmou que o uso de armas químicas é inaceitável em qualquer circunstância e deve ser fortemente condenado. "A comunidade internacional tem o dever de identificar e responsabilizar os culpados por qualquer ataque com armas químicas".

Ataque conjunto

Na noite dessa sexta-feira (13), os Estados Unidos anunciaram que lançaram um ataque em conjunto com o Reino Unido e a França contra instalaçãoes de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico à cidade de Duma, realizado há uma semana. Segundo o governo dos EUA, foram atingidos os três alvos descritos como locais de “capacidades químicas”: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, localizada a oeste de Homs; e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que serviria – segundo o Pentágono – de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

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