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O Iêmen tornou-se nos últimos dois anos “a maior crise humanitária causada pelo ser humano”, disse esta terça-feira no Conselho de Segurança o enviado especial do secretário-geral da ONU para o Iêmen.

Ould Cheikh Ahmed informou que houve um aumento dos conflitos nos últimos dois meses. Segundo o enviado especial, as partes do conflito “continuam no caminho destrutivo de políticas que afundaram o país em mais pobreza e destruição.”

Crise

Segundo ele, no último episódio de violência, a 28 de janeiro, “dezenas de pessoas foram mortas e centenas feridas.” Já a economia do país foi reduzida para 40% desde 2015.

Cheikh Ahmed afirmou ser “claro que os fundos que deviam contribuir para pagar salários, manter serviços básicos e estimular a economia estão a ser usados para financiar a guerra.”

O enviado especial está “seriamente preocupado com os relatos de várias organizações humanitárias sobre o recrutamento de milhares de crianças-soldados.”

Segundo ele, “as mulheres iemenitas são as que sofrem os piores efeitos do conflito” e “o espaço para os direitos das mulheres está a encolher cada vez mais.”

Resolução

Apesar de tudo, o enviado especial acredita que há um caminho para a paz, com base do Mapa de Biel, que foi adotado em 2015.

Cheikh Ahmed disse que esteve perto de anunciar um novo acordo, mas que uma das partes recusou-se a assinar o documento no último momento.

O enviado especial avisou que “existem notícias diárias sobre a morte de civis devido à pobreza, à fome ou às doenças, mas não se deve esquecer que políticos de ambos os lados estão a lucrar com este conflito.”

Este foi o último briefing como enviado especial de Ould Cheikh Ahmed, que vai ser substituído por Martin Griffiths.

Ajuda humanitária

O diretor do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários, em Nova Iorque, John Ging, também falou na reunião.

Ging disse que “depois de três anos de conflito, as condições no país são catastróficas.”

Um número recorde de 22,2 milhões pessoas precisa de ajuda humanitária. Existem 2 milhões de deslocados e, desde abril do ano passado, foram detectados 1,1 milhão de casos de cólera.

Ameaça real

O representante disse que a ONU está a trabalhar com cerca de 200 parceiros e que faz uma “diferença tremenda”. No ano passado, a organização aumentou o número de pessoas que recebem ajuda alimentar de 3 para 7 milhões e entregou medicamentos que permitiram tratar 3,2 milhões de doentes.

Apesar desses esforços, Ging explicou que “as vidas das pessoas continuam a ser desfeitas” e que “a fome continua a ser uma ameaça real.”

Para este ano, a ONU precisa de 2,9 bilhões para ajudar 13,1 milhões de pessoas.

No dia 3 de abril, o secretário-geral vai presidir uma conferência sobre o tema em Genebra.

Da ONU News

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