bebeiodo

(Foto: Unicef/UN0154517/Gulati)

Quase 19 milhões de bebés todos os anos, 14 por cento dos recém-nascidos no mundo, correm risco de danos cerebrais permanentes por causa da falta de iodo. A informação consta de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O estudo “Um Futuro Mais Brilhante: Protegendo o Desenvolvimento Precoce do Cérebro através do Iodo” foi divulgado nesta quinta-feira,

O Unicef contou com o apoio da Aliança Global para Melhor Nutrição, Gain. A pesquisa revela que a deficiência deste nutriente durante a gravidez e infância pode reduzir o quociente de inteligência de uma pessoa em oito a 10 pontos.

Investimento

O conselheiro-sénior para nutrição do Unicef, Roland Kupka, explicou que “os nutrientes que uma criança recebe nos primeiros anos de vida influenciam o desenvolvimento do seu cérebro para toda a vida, e podem decidir as suas possibilidades de ter um futuro próspero.”

O especialista afirmou que uma das maneiras mais eficientes de corrigir o problema é fazendo a iodização do sal, um processo que custa apenas $0.02–0.05 por ano para cada criança. Por cada dólar investido, calcula-se que haja um retorno de 30 dólares.

Kupka acredita que “protegendo e apoiando o desenvolvimento das crianças nos seus primeiros anos é possível alcançar resultados imensos ao longo de toda a sua vida.”

Zonas problemáticas

O relatório informa que um quarto das crianças afetadas, cerca de 4,3 milhões, vive no Sul da Ásia.

Apesar desse valor global, a região tem uma das zonas com maior cobertura de iodização de sal, 87%, sendo apenas superada pela Ásia Oriental e o Pacifico, com 91%.

As regiões do mundo com pior cobertura são a África Oriental e o Sul de África, onde 25% da população não tem acesso a sal iodado, deixando todos os anos 3,9 milhões de bebés desprotegidos.

Segundo o Unicef, o período de vida até aos dois anos é o mais crítico para o desenvolvimento de uma criança. A nutrição e atividades de estimulo nesta fase “têm impacto no desenvolvimento do cérebro da pessoa para o resto da sua vida.”

Além de programas de iodização do sal, o relatório recomenda a implementação de sistemas de vigilância e o reconhecimento da importância crescente de alimentos fortificados.

Da ONU News

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