refugiados siriaRefugiados e migrantes no mar Mediterrâneo. (Foto: IOM/Francesco Malavolta arquivo)

A queda de 74% nas chegadas de refugiados e migrantes à Itália é um dos destaques de um estudo sobre os primeiros três meses de 2018 feito pela Agência de Refugiados da ONU, Acnur.

A agência assinala que o movimento baixa principalmente entre os que partem da Líbia, se comparado ao fluxo do ano passado.  O relatório Jornadas Desesperadas revela ainda que a queda drástica ocorre desde julho de 2017.

Mortalidade

Entretanto, os perigos ao longo do caminho aumentaram. O Acnur defende que as ameaças são cada vez maiores na viagem à Itália, que desde o início deste ano registou 501 mortos ou desaparecidos.

A taxa de mortalidade entre os que cruzam a fronteira da Líbia aumentou para uma em cada 14 pessoas, ao contrário da proporção de uma em cada 29 pessoas no mesmo período em 2017.

Uma das questões mais preocupantes é o agravamento da saúde dos recém-chegados a partir do país africano. Aumentou o número dos que desembarcam extremamente fracos, magros e em geral com problemas de saúde.

Novas entradas

O diretor do Escritório do Acnur na Europa, Pascale Moreau, revelou que mais de 3,1 mil pessoas morreram no mar no ano passado enquanto seguiam ao continente europeu. Em 2016 foram 5,1 mil óbitos.

O Acnur destaca terem aumentado as chegadas à Espanha com 101% no ano passado, em comparação com 2016. O país teve 28 mil novas entradas de migrantes e refugiados. A tendência foi similar no primeiro trimestre deste ano com um aumento de 13% em relação ao ano passado.

Cidadãos marroquinos e argelinos se tornaram as duas principais nacionalidades a chegar ao território espanhol, apesar de os sírios continuarem sendo o maior grupo que atravessa as fronteiras terrestres da Espanha.

Na Grécia, o total de chegadas pelo mar diminuiu em relação a 2016. Mas no país foi observado um aumento de mais de um terço de entradas entre maio e dezembro passados com 24,6 mil chegadas.

O relatório destaca ainda que por causa do aumento das restrições na Hungria, muitos refugiados e migrantes recorrem a rotas alternativas para se deslocarem pela Europa.

 

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