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Policiais são vistos ao lado de supermercado onde homem mantinha reféns em Trèbes, na França 23/03/2018 LA VIE A TREBES/via REUTERS

Ao menos uma pessoa morreu quando um homem fez reféns em um supermercado na cidade francesa de Trèbes nesta sexta-feira, disse o prefeito da localidade à emissora de TV BFM.

Outra pessoa ficou ferida, mas seu estado não é conhecido, segundo o prefeito Eric Menassi. O sequestrador está agora sozinho com um policial no supermercado e todos os outros reféns foram soltos, acrescentou à BFM.

O canal de TV LCI disse que a segunda vítima também morreu e que 12 pessoas ficaram feridas.

Uma fonte da polícia havia dito mais cedo que oito pessoas estavam sendo mantidas como reféns no supermercado e que o sequestrador tinha atirado contra um policial.

A BFM disse que o sequestrador alegou ter filiação com o Estado Islâmico. A Procuradoria de Paris informou que procuradores de combate ao terrorismo estão investigando o incidente, mas não comentou sobre a possível ligação com o Estado Islâmico.

Mais cedo, o Ministério do Interior da França disse que agentes de segurança estavam conduzindo uma operação em um supermercado no sul da França. O ministro do Interior, Gérard Collomb, está a caminho da cidade.

“Há uma situação em andamento perto de Carcassone... na cidade de Trèbes, onde tiros foram ouvidos e um homem se fechou em um supermercado”, disse o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe. “É uma situação séria”.

O sindicato de polícia Unsa também disse no Twitter que uma operação policial estava em andamento depois que um indivíduo atirou contra quatro agentes na região de Carcassone, deixando um ferido.

Da Agência Reuters

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(Foto: Reprodução/ Internet)

O número de pessoas que enfrentam fome aguda subiu em 11 milhões, alcançando os 124 milhões em 2017.

A informação é do Relatório Global sobre Crises Alimentares lançado esta quinta-feira na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, que destaca os conflitos e a insegurança como principais causas desse aumento. 

Plano

Em Roma, o diretor geral da agência, José Graziano da Silva, disse que em breve será divulgado um plano com enfoque em áreas de conflito prolongado. A meta é  evitar os afetados migrem, fiquem desempregados e continuem produzindo.

 “Aumentou o número de pessoas em áreas de conflito, em áreas que estão na iminência de fome. Mas se a gente olhar, a grande maioria, duas de cada três pessoas, já estava na área de conflito. Estas pessoas que vão aumentando não são de áreas de novos conflitos. São de áreas que já estavam em conflito e que esse conflito se estende, se agudiza. Nós estamos dizendo basicamente que aí é que é importante, não apenas olhar para atender as pessoas nos campos de refugiados, mas manter as pessoas nas áreas onde elas estão.”

O documento indica que entre as regiões mais afetadas estão Mianmar, nordeste da Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen.]

Parceria

O estudo resulta da parceria da FAO, do Programa Mundial de Alimentação, PMA, e da União Europeia e destaca que as secas prolongadas também resultaram em más safras seguidas em países que já enfrentam altos níveis de insegurança alimentar e desnutrição.

Falando em exclusivo à ONU News, em Nova Iorque, a diretora regional do PMA para África Austral e Oceano ĺndico, Lola Castro, revelou exemplos da atuação em parcerias nessas situações.

Temperaturas

“Tanto os governos como as comunidades estão a perceber que temos que fazer algo de maneira diferente. Nesse sentido, o Programa Mundial de Alimentação em conjunto com outras agências como a FAO e o Unicef trabalham com eles para mudar as culturas. Nesta região produz-se muito milho. O milho tem um problema de deficit quando chove pouco ou quando temos altas temperaturas porque perdemos muita colheita. Então trabalhamos com as comunidades para a diversificação. Antigamente nessa região tínhamos muitos cereais diferentes.”

Angola, Guiné-Bissau e Moçambique

O relatório destaca a situação dos lusófonos Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Da população estudada em Angola, 1% enfrenta maior nível de insegurança alimentar. Na Guiné-Bissau, menos de meio milhão pessoas devem precisar de ajuda alimentar em 2018.

Em Moçambique, entre 500 mil  a pouco menos de 1 milhão de pessoas vai precisar de auxílio alimentar de emergência este ano. No país, 3,1 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar devido a fatores como seca, ciclones e aumento dos preços alimentares.

Da ONU News

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(Foto: Reprodução/ Internet)

António Pedro conversou com a ONU News de Yaoundé, nos Camarões, após a assinatura por mais de 50 Estados-membros da União Africana do documento na cimeira extraordinária da organização realizada na quarta-feira, no Ruanda.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, felicitou os líderes africanos pelo que chamou “salto na história para criar um dos maiores blocos comerciais do mundo”.

Para Guterres, o ato foi um passo importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e cumprir a agenda africana de paz e prosperidade. {nomultitumb}

Da ONU News

robertlighthizerO representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, afirmou nesta quinta-feira (22), durante depoimento no Comitê de Finanças do Senado norte-americano, que as tarifas sobre aço e alumínio anunciadas pelo governo dos EUA no início do mês não serão aplicadas ao Brasil enquanto o país estiver negociando.

Lighthizer afirmou ainda que também estarão isentos das sobretaxas a União Europeia, a Austrália, a Argentina e a Coreia do Sul. No dia 8 de março, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump já havia anunciado a isenção dos seus vizinhos e parceiros no bloco econômico da América do Norte, o Nafta, Canadá e México.

No dia 1º de março, Trump anunciou que iria impor tarifas de importação de 25% para aço e de 10% para alumínio. As tarifas começam a valer a partir desta sexta (23).

 

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(Foto: Reprodução/ Internet)

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou que a empresa "cometeu erros" que levaram milhões de usuários da rede a ter seus dados explorados pela consultoria política, Cambridge Analytica. Ele também garantiu estar disposto à colaborar como for preciso e evitar que dados sejam novamente explorados indevidamente para influenciar campanhas eleitorais na Índia e no Brasil."Nós temos a responsabilidade de proteger seus dados [dos usuários], se não pudermos, não merecemos atendê-los", declarou.

A consultoria é acusada de ter usado dados de cerca de 50 milhões de usuários do facebook e ter influenciado eleições de maneira indevida.  A companhia obteve as informações em 2014 e utilizou os dados para desenvolver uma aplicação que "previa e influenciava decisões dos eleitores", segundo reportagens publicadas pelo jornal The New York Times e pelo Canal britânico 4. Segundo as reportagens, a consultoria também poderia agir em eleições na Índia e este ano no Brasil.

Em entrevista exclusiva, na noite dessa quarta-feira (21), à rede de tv norte-americana CNN, Zuckerberg afirmou estar disposto até mesmo a ir ao Congresso brasileiro se for chamado para testemunhar e ajudar.

Ele admitiu ter ocorrido o que chamou de "quebra de confiança".  Mais cedo, já havia publicado um pedido de desculpas em sua página oficial na rede social. Durante a entrevista à rede CNN, Zuckerberg afirmou estar profundamente triste e reafirmou que vai adotar as ações necessárias para proteger os dados de usuários e "dificultar" a coleta de dados de informações por "aplicativos desonestos".

Ele disse que a empresa se compromete a investigar aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de dados antes de 2014 - quando a rede social reduziu bastante o acesso de dados.

Além disso, informou que vai ser feita uma auditoria forense em aplicativos suspeitos. Aqueles que não concordarem com essa verificação poderão ser banidos. Medidas para proteger contas inativas também deverão ser adotadas.

Zuckerberg afirmou ainda que a empresa vai aprender com a experiência para proteger ainda mais sua plataforma e tornar a comunidade mais segura para todos daqui pra frente.

O facebook investiga o vazamento dos dados que supostamente teriam sido usados pela empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica, contratada pela campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Sobre a parceria com a Cambridge Analytica, Zuckerberg disse ter "se arrependido" de confiar na empresa, em 2015. Segundo ele, naquela época, o facebook recebeu uma certificação da empresa de que  teria apagado os dados dos usuários que havia inicialmente adquirido de maneira indevida.

Em outras redes sociais, como o Twitter, vários usuários participaram de uma campanha contra o facebook, com a hashtag "deletefacebook" (apague o Facebook), em uma crítica à segurança da informação na plataforma.

Nos Estados Unidos, as especulações e suspeitas sobre uma interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, para um suposto favorecimento do presidente Donald Trump durante a disputa, é investigada pelo FBI. Agora se discute como redes sociais, entre elas o facebook, podem ter sido usadas na veiculação de notícias falsas no jogo político internacional e nacional. 

Da Agência Brasil

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(Foto: ONU)

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou nesta quarta-feira (21) o site “Água é Vida” – www.aguaevida.net.br –, por ocasião do 8º Fórum Mundial da Água.

Trata-se de uma contribuição do escritório do PNUD no Brasil ao debate sobre recursos hídricos e saneamento. Nele, pessoas interessadas no assunto encontrarão notícias, reportagens, artigos opinativos, fotos, vídeos, entre outros materiais que favorecem a compreensão do tema e, sobretudo, como o PNUD atua nessa área específica, tanto no Brasil quanto em outros países.

Em português, inglês e espanhol, o site reúne conteúdo global, regional e local. A ideia é compartilhar informação com pessoas de diferentes origens e idiomas para que conheçam o que o PNUD e seus parceiros estão realizando mundo afora em relação a água em geral.

Algumas soluções podem ser replicadas, outras não, mas todas servem de inspiração a gestores, pesquisadores, estudantes – qualquer pessoa, enfim, interessada em um leque mais amplo de exemplos e reflexões sobre a temática, hoje crucial para a sustentabilidade do planeta.

A equipe do PNUD Brasil atualizará o site periodicamente. Mais que um repositório de informação, ele poderá servir como subsídio inicial para debates e reflexões sobre a questão da gestão dos recursos hídricos, do saneamento e, especialmente, de sua relação direta e indireta com a mudança global do clima e outros aspectos da Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Dois dos ODS focam nessa temática: o número seis, que busca assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos; e o número 14, que busca promover a conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Gestoras e gestores públicos terão no site a oportunidade de conhecer a atuação do PNUD na área e como ele pode apoiar governos, em diferentes níveis, na gestão de um recurso natural hoje escasso e sob risco constante. O público em geral encontrará no espaço multimídia uma abordagem ao mesmo tempo séria e lúdica de um tema que está na ordem do dia.

Acesse aqui: www.aguaevida.net.br.

Da ONU News

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(Foto: Sagres on)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceiros lançaram nesta terça-feira (20), durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, o livro “Agricultura Irrigada Sustentável no Brasil: Identificação de Áreas Prioritárias”.

O lançamento ocorrei no estande da Confederação Nacional da Agricultura do Brasil (CNA), entidade apoiadora da publicação.

“Não poderia haver momento mais oportuno para lançar este livro [no Fórum Mundial da Água], já que é a água que vai ser a responsável por toda esta transformação necessária para que sejam produzidos alimentos em quantidade e qualidade para o Brasil”, afirmou o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

O estudo, produzido pela agência da ONU, apresenta um panorama de áreas prioritárias com potencial para o fomento da agricultura irrigada no Brasil por meio do uso adequado e sustentável das águas superficiais e subterrâneas – sem conflitos com os demais usuários –, além de definir metas e formas mais eficazes de utilização da irrigação.

A agricultura é a principal usuária dos recursos hídricos disponíveis, uma média de 70% do consumo mundial.

Segundo o estudo, a irrigação, se bem planejada e executada, possibilita o aumento da produção, da eficiência no uso da água, tanto em quantidade quanto em qualidade e regularidade, e da diversidade de culturas. As boas práticas podem contribuir significativamente no fomento da produção agropecuária e, consequentemente, no próprio PIB do país.

Segundo o coordenador da publicação, José Borguetti, foram identificados 4,5 milhões de hectares em 20 estados e 1.142 municípios que estão aptos para iniciar o fortalecimento e o incremento da produção agroalimentar no Brasil “com o objetivo de contribuir para a segurança alimentar do país”.

“Este estudo é importante para a produção de alimentos, já que até 2050 vamos ter quase 10 bilhões de habitantes no mundo”, comentou o representante da FAO no Brasil.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Confederação, João Martins. “Esse livro vai ao encontro do que a CNA ultimamente vem fazendo. Estamos buscando parcerias com diversas instituições que possam proporcionar benefício ao produtor rural”, afirmou.

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, parabenizou pelo estudo e disse que o Brasil tem uma agricultura gigante, mas ainda muito “dependente dos céus”, dependente de chuva.

“O Brasil irriga relativamente pouco, apesar de ser um país com uma riqueza hídrica extraordinária. Se bem conhecida e bem mapeada, pode dar suporte ao crescimento da agricultura irrigada que o Brasil precisará”, avaliou.

Acesse o livro clicando aqui.

Da ONU News

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Os presidentes Donald Trump e Michel Temer (Foto: Beto Barata /PR)

O presidente Michel Temer informou nesta quarta-feira (21) que os Estados Unidos começarão a negociar com o Brasil nova tarifa para importação de aço e alumínio. Ao falar sobre a medida, informada em nota do governo norte-americano, Temer ressaltou que a nova tarifa não será aplicada enquanto as negociações estiverem em curso.

“Estou vendo agora uma declaração feita pela Casa Branca [sede do governo norte-americano] que o Brasil é um dos países com quem começarão as negociações visando a eventual exceção às tarifas sobre importação de aço e alumínio. As novas tarifas, diz a mensagem da Casa Branca, não se aplicarão enquanto estivermos conversando sobre o tema. Uma boa notícia”, disse o presidente, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), conhecido como Conselhão.

Na terça (20), Temer conversou com um representante da indústria brasileira produtora de aço. Na conversa, o presidente foi munido de argumentos para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a excluir o Brasil da nova tarifa.

A previsão era que as tarifas fossem aplicadas a partir desta sexta-feira (23) duas semanas depois da promulgação por parte de Trump. Com o anúncio do governo americano, segundo informado por Temer, a aplicação da tarifa fica suspensa.

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Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva (Foto: FAO/Alessia Pierdomenico)

O consumo mundial de água aumentou seis vezes durante o século passado, o dobro da taxa de crescimento populacional, e a escassez é agora um desafio ameaçador para a humanidade devido a uma série de fatores que vão desde mudanças climáticas e poluição até a falta de capacidade e infraestrutura.

Em uma mensagem de vídeo dirigida ao 8º Fórum Mundial da Água, realizado em Brasília, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, advertiu que dois terços da população mundial vivem em condições de escassez severa de água pelo menos uma parte do ano.

Isso tem um impacto particularmente grave sobre as pessoas que dependem da agricultura que, em alguns casos – especialmente entre os mais pobres – podem não ter alternativa senão emigrar em busca de melhores meios de subsistência. “Mas a migração deve ser uma opção, e não a única alternativa que resta”, disse Graziano da Silva.

A FAO apresentou os resultados de uma nova pesquisa, realizada em conjunto com a Aliança Mundial a favor da Água (‘Global Water Partnership’) e a Oregon State University, sobre o vínculo entre a água e a migração.

O relatório “Estresse hídrico e migração humana” (disponível em inglês), apresentado em um painel de alto nível no fórum, oferece mais de cem estudos detalhados, analisando seus resultados em termos demográficos, temperaturas da superfície e registros de chuvas. A FAO também contribuiu para um capítulo sobre “Soluções baseadas na natureza para gerenciar a disponibilidade de água”, no relatório da ONU também publicado por ocasião do Fórum.

“As estratégias de adaptação agrícola afetam a necessidade de muitas pessoas de migrar e devem ser levadas em consideração de maneira explícita nas políticas contra as mudanças climáticas, entre outras. Analisar as tendências da escassez de água e se preparar para isso é particularmente valioso, pois permite intervir para mitigar a pressão da migração forçada”, explicou Eduardo Mansur, diretor da Divisão de Terra e Água da FAO.

“Permitir uma adaptação proativa”, acrescentou, “é uma estratégia mais eficaz e sustentável do que oferecer uma resposta humanitária reativa diante de dificuldades em larga escala”.

Uma conclusão-chave do relatório é a necessidade de mais informações sobre as dinâmicas do vínculo entre migração e água na Índia, Ásia Central, Oriente Médio e região central do Sahel, zonas onde se espera que estarão entre as primeiras a enfrentar temperaturas médias da superfície acima da média e uma maior escassez de água nos próximos 30 anos.

O Sul e o Sudeste asiáticos também são relativamente pouco estudados, devido ao grande comprimento de suas costas e às áreas baixas nos deltas dos rios. Embora a escassez de água na América do Sul e no norte da Ásia seja menos aguda, existem poucas evidências nessas zonas sobre as pressões migratórias.

Conclusões do estudo

O estresse hídrico refere-se, em geral, a situações em que a demanda não é atendida devido a uma combinação de problemas de acesso e diminuição da disponibilidade e/ou qualidade da água.

Isso tende a aumentar, como resultado de altas temperaturas, a crescente demanda dos setores agrícola, energético e industrial – e pode refletir em chuvas mais extremas ou na vulnerabilidade às inundações, além de condições mais frequentes de seca. A infraestrutura inadequada pode agravar os déficits na quantidade e qualidade da água.

Embora alguns estudos mostrem uma correlação entre o estresse hídrico e uma maior emigração, a interação causal ainda não é claramente compreendida, como argumenta o relatório.

“É essencial garantir que a interação entre escassez de água e migração não se torne um agravamento mútuo”, disse Olcay Unver, diretor adjunto da FAO responsável pela Divisão de Terra e Água.

A migração é um processo universal e comum e está ligada ao desenvolvimento de múltiplas formas, e a FAO apoia fortemente as políticas que ajudam a torná-la uma opção, e não uma necessidade. As evidências sugerem que os investimentos públicos em adaptação agrícola podem atenuar os fatores adversos da migração rural, explica o relatório.

Embora as intervenções oportunas possam mitigar a migração involuntária, o impacto dos migrantes sobre o estresse hídrico nos lugares que eles chegam também merece maior atenção, especialmente porque os assentamentos informais muitas vezes envolvem formas de uso da terra que empregam a água de forma ineficiente, danificam ciclos hidrológicos locais ou alteram sistemas tradicionais que incentivam a sua conservação.

Ao mesmo tempo, os migrantes podem contribuir positivamente para o gerenciamento e o desenvolvimento da água, tanto nas comunidades de origem quanto nas de acolhimento, por meio de boas práticas, transferência de habilidades e conhecimentos e uso de remessas.

O conceito de migrantes ambientais está despertando cada vez mais a atenção, e são necessários mais dados para entender e antecipar essas tendências em tempo hábil, segundo a FAO e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agências copresidentes dos esforços do Grupo Mundial sobre Migração em 2018 para ajudar a desenvolver um Pacto Global para migração segura, organizada e regular.

Da ONU News

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