guterresSecretario-geral da ONU, António Guterres (Foto: ONU/Mark Garten)

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse este domingo que o mundo ainda não está preparado para a chamada Quarta Revolução Industrial. 

O chefe da ONU foi o orador de um evento em honra do seu predecessor, Dag Hammarskjöld (foto abaixo), na Universidade de Uppsala, na Suécia. No evento, Guterres citou transformações tecnológicas imprevistas em áreas que incluem engenharia genética e inteligência artificial.

Tecnologias 

Diante desse processo, o chefe da ONU disse que os governos não levam totalmente em conta essas mudanças e várias organizações internacionais mostram-se despreparadas para lidar com muitos dos seus aspectos.

Ele declarou que deve haver uma reflexão sobre o potencial desta Quarta Revolução Industrial para a humanidade, que busca cumprir as metas de desenvolvimento e tendo em atenção os riscos em nível global.

Ataque

Guterres afirmou que está “convencido que o mundo testemunha múltiplos episódios de guerra cibernética entre Estados” e que “não tem dúvidas que se houver uma nova guerra convencional, essa será precedida de um enorme ataque cibernético”. 

O apelo aos países é que se esforcem para assegurar que o quadro legal sobre as guerras, as Convenções de Genebra, se aplique em tais confrontações. Ele disse que para isso há um trabalho importante a ser feito para garantir que tal seja levado a sério. 

Internet 

Para Guterres, o problema não é apenas o ciberespaço mas “claramente, devem ser encontradas formas de regular aspectos de internet que não se conhecem atualmente”. Ele falou de ação de gangues e de organizações criminosas na rede.

No evento, Guterres destacou os efeitos de vários conflitos atuais, realçando que a “prevenção é mais importante que nunca pela dificuldade de os resolver”. Ele citou a instabilidade do Oriente Médio, as ameaças da proliferação nuclear e as mudanças climáticas. 

Refugiados

O chefe da ONU apontou ainda que é essencial voltar a estabelecer a integridade do regime para proteger refugiados e que a “migração é necessária para o futuro do planeta”.

Sobre o seu predecessor, Dag Hammarskjöld, que morru na queda de um avião quando realizava uma missão na África, o secretário-geral explicou que é para ele a referência e inspiração no trabalho que procura fazer no cargo. O ex-chefe da ONU  morreu há 56 anos.

Guterres disse que “ele não era só um homem de ação e um diplomata sofisticado, mas também um homem de cultura”, um aspecto que segundo o secretário-geral, “falta hoje em organizações internacionais”.Apresentação: Eleutério Guevane. 

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