Empreendimento habitacional por meio de cooperativa em Goiânia (Foto: COHACASB-GO/Divulgação)
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Adquirir a casa própria é certamente o sonho de muitos, mas os altos preços do mercado acabam tornando esta uma realidade de poucos.

Entretanto, uma alternativa para quem ainda não conseguiu a tão sonhada chave da casa própria pode estar nas cooperativas habitacionais. A presidente da Cooperativa Habitacional de Construção Civil Solidária de Goiás (COHACASB-GO), Nanci Terezinha Alfonso Cavalcante, explica como funciona o espírito cooperativo e a aquisição de um imóvel por meio desta modalidade.

“Se um grupo de pessoas quer adquirir ou fazer a sua moradia, elas se juntam para adquirir uma força maior e chegar à conclusão do seu objetivo, ou seja, a moradia de cada um. É o princípio básico do cooperativismo. Chega-se mais depressa quando se caminha em conjunto. Quando você se junta a um grupo que está adquirindo a sua moradia, você é um sócio, um dono que está construindo. A cooperativa apenas administra os custos, mas não há lucros”, explica.

Nanci Cavalcante frisa que, de acordo com as formas tradicionais de compra por meio de uma construtora, a economia pode chegar a até 40%. Desta maneira, um apartamento que custa normalmente R$ 300 mil, pode custar R$ 180 mil junto à cooperativa. A gestora esclarece que o associado, nesta modalidade, participa ativamente da construção do imóvel.

“Junto à construtora, ele faz uma compra. Aqui não é compra, você adere ao grupo e vai participar, trabalhar junto com o grupo, fazer parte de mudanças, melhorias, adequações, de viabilidade, ou seja, da administração em si. A administração é formada por dois conselhos, o administrativo e o fiscal”, afirma.

O que é preciso

Não há vínculo trabalhista para fazer parte de uma cooperativa, e são necessários, pelo menos, 20 cooperados. Todos fiscalizam e ajudam a administrar o negócio. No entanto, antes de participar, é preciso checar se a associação está registrada na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

O presidente da OCB – Secção Goiás, Joaquim Guilherme de Souza, dá dicas de como certificar se o grupo ao qual o interessado está se filiando possui o mínimo de confiança para iniciar o negócio.

“É preciso formar um grupo de pessoas que têm um certo grau de conhecimento, e que tenha acirramento de se verificar se aquela empresa é séria ou não, pois há muitos grupos que falam que são cooperativas e na verdade não são. Uma das maneiras é consultar a OCB, que é a casa onde se registra as cooperativas. Se o interessado procura a OCB e vê o cadastro e o que a empresa tem de histórico, dificilmente entrará numa fria. Tem mecanismos para conferir isso”, ressalta.

Foi o que fez a moradora Dilma Mary Silva. Ela conta que morava em casa própria e, mesmo assim, preferiu filiar-se à cooperativa em 2007, adquirindo três imóveis. Segundo a agora cooperada, não houve burocracia. Ela conta o quanto conseguiu economizar no negócio.

“Estou muito satisfeita, o preço foi abaixo do mercado e a localização que estou lá foram algumas das vantagens. Foi e está sendo um bom negócio. Eu falo que sou construtora, estou construindo. Eu construí o meu, onde moro, e agora estamos terminando outras duas torres. Economizei cerca de 30%”, pontua.

O sonho compartilhado, para cooperados como a Dilma Mary Silva, já é realidade. “Somos cooperados e é o nosso esforço que faz o empreendimento, o condomínio. A gente sente orgulho de saber que é a gente mesmo que está fazendo tudo”, conclui.  

Projeto em crescimento

A COHACASB-GO atua no mercado há 15 anos, possui cinco empreendimentos no Setor Negrão de Lima em Goiânia, com 319 cooperados. Destes, 200 já tiveram acesso à chave da casa própria por meio da cooperativa. Em Goiás, são mais de 200 cooperativas registradas na OCB-GO, mas apenas quatro são do ramo habitacional.

Foto: COHACASB-GO/Divulgação
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