Vereador Gustavo Cruvinel (Foto: Reprodução/Rádio 730)
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O vereador por Goiânia Gustavo Cruvinel (PV) concedeu entrevista exclusiva no programa Primeiro Tempo da Notícia, nos estúdios da Rádio 730 nesta quarta-feira (15).

Entre os temas diversos abordados na entrevista, o parlamentar avalia o clima na Câmara após o episódio da tarde da última sexta-feira (10), no qual os vereadores Vinícius Cirqueira (PROS) e Romário Policarpo (PTC) foram abordados por policiais militares (PM) em uma blitz no Cepal do Setor Sul. Eles afirmam que um dos PMs teria dirigido palavras de cunho racista durante a abordagem.

“Está um clima ruim, mas é um fato isolado. Os vereadores Vinícius Cirqueira e Romário Policarpo deixaram isso bem claro, sempre elogiando a PM, mas ocorreu. Eu mesmo assisti ao vídeo, foi com muita truculência e violência a abordagem aos vereadores, fora o fato relatado pelo Policarpo em relação ao racismo que acho que estamos muito evoluídos para isso estar presente ainda na boca dos cidadãos”, analisa.

Coleta de lixo

Nesta semana, em entrevista coletiva, o prefeito Iris Rezende (PMDB) anunciou que cobrará uma taxa extra pela coleta de lixo feita pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O anúncio foi feito depois que um projeto que obrigaria condomínios residenciais a contratarem um serviço particular de coleta de lixo foi barrado na Câmara.

O vereador elogiou o trabalho do atual presidente da Comurg, Denes Pereira, mas diz que é contra a medida do prefeito de acrescentar a taxa pela coleta do lixo na Capital.

“O prefeito está meio desnorteado. Não tem mais como, estamos saturados de tantas taxas e de tantos impostos. Meu voto é contrário a essa taxa de lixo. Acho que o prefeito tinha era que fazer uma reforma boa e séria dentro da Comurg, e realmente fazer com que a empresa atenda à necessidade do cidadão. Não é assim que se resolve as coisas, criando taxas e mais taxas”, reitera.

O parlamentar não descarta um possível debate na Casa sobre uma possível privatização da Comurg, e comentou o serviço prestado pelas organizações sociais (OS) na Saúde estadual.

“A privatização também seria uma solução. Se a gente parar para olhar e comparar as OSs, por exemplo, em relação aos hospitais do governo, se hoje você vai no Hugol tem um atendimento melhor do que diversos hospitais particulares. É uma saída também, que pode ser estudada, levantada e debatida na Câmara”, afirma.

Ouça e assista a entrevista na íntegra, a seguir.