Fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (Foto: Paulo Tasso)
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Pacaraima, em Roraima, na fronteira com a Venezuela, tem 12 mil habitantes, mas os serviços públicos atendem a cinco vezes mais pessoas do que a população inteira do município. A estimativa é do prefeito Juliano Torquato, que pede mais apoio do governo federal para lidar com a imigração de venezuelanos.

De acordo com ele, há dois meses, a prefeitura de Pacaraima instalou abrigo para 150 indígenas venezuelanos do povo Warao. O abrigo já está com 330 indígenas, o dobro da capacidade.

“Toda a nossa rede está sufocada, nós não temos condições. Infelizmente, [estamos] praticamente há um ano e meio com questão migratória da Venezuela, e nós não temos nenhum apoio financeiro e de logística do governo federal”, afirmou o prefeito.

A Casa Civil da Presidência da República afirma que o governo promove apoio técnico e financeiro ao estado de Roraima para assegurar regularização e proteção social dos imigrantes venezuelanos.

De acordo com o órgão, foram destinados quase R$ 800 mil para organização de abrigos no estado e US$ 300 mil para fomento aos produtores locais e aquisição de alimentos para os abrigados de Pacaraima.

Além disso, o governo federal afirma que o Ministério da Saúde repassou R$ 31 milhões para Roraima ampliar a capacidade de atendimento em saúde.

Esta semana, representantes do Ministério dos Direitos Humanos estiveram em Boa Vista e Pacaraima e constataram violações de direitos, inclusive exploração sexual de meninas migrantes.

Um relatório será apresentado em fevereiro na reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente [Conanda]. A situação também é acompanhada pelas agências da Organização das Nações Unidas (ONU).

Da Agência Brasil

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