Foto: Portal 730
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Nos últimos anos a falta d’água tem sido um problema frequente em Goiânia e região metropolitana. Em 2017, algumas famílias ficaram até 10 dias sem ver uma gota nas torneiras.

Com o objetivo de discutir soluções para o futuro, a Rádio 730 realizou neste sábado (27) um debate sobre o uso racional da água. Participaram da discussão, o presidente da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), Jalles Fontoura, a consultora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Jordanna Gabriel, e o superintendente de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Alexandre Kepler.

O presidente da Saneago afirma que a concentração de habitantes no ambiente urbano colaborou para o agravamento do problema. “90% dos goianos hoje moram nas cidades. É muita água em um lugar só. É preciso aprender a lidar com a falta de água. O mundo mudou. O clima no mundo está mudando”, afirma Jalles Fontoura.

Para Alexandre Kepler, o Estado deve adotar medidas mais rígidas para conter o desperdício “Nós vivemos desde 2013, uma baixa de precipitação. A gente tem que se preparar para esses períodos críticos. O Estado precisa controlar mais o uso dos usuários, não só da irrigação, como do abastecimento público e da indústria. O Estado precisa estar mais presente. É preciso investir mais em programas de revitalização das bacias hidrográficas”, destaca.

Já a consultora técnica da Faeg ressalta que é possível construir uma economia baseada no agronegócio e ao mesmo tempo, respeitar o meio ambiente. “Para aumentar a produção, o maior exemplo que temos é a irrigação. Hoje o estado irriga cerca de 6%, 7% de seu potencial, e isso representa 25% de toda a produção. 50% de tudo que é produzido no mundo vem de áreas irrigadas. Alternativas e opções existem, mas o Estado precisa estar aberto a receber essas inovações. Caso contrário, infelizmente continuaremos a ter falta d’água nas cidades e um desabastecimento de alimentos”, analisa Jordanna Gabriel.

Acompanhe o debate completo: