Foto: Pixabay/Cortesia/Domínio Público
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Se você está lendo esta reportagem, tem grandes possibilidades de não ser um viciado em videogames. Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o vício em jogos eletrônicos como distúrbio mental.  

A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o nome de "distúrbio de games". O psicanalista, Anderson Carlos de Oliveira, em entrevista exclusiva no quadro Saúde do Cidadania em Destaque desta segunda-feira (15), fala sobre a importância de os casos serem considerados como uma questão de saúde. “Algumas situações têm realmente se tornado doença e impedido as pessoas de ter um convívio social, deixando de estudar, de trabalhar, de manter uma vida saudável”, afirma.

De acordo com o psicanalista, é preciso observar se o comportamento diante dos jogos está ou não prejudicando a vida do jogador. Ele aponta os fatores que podem ser determinantes para o diagnóstico, mas a longo prazo.

“A primeira é se isto está realmente impactando outras áreas sociais da pessoa, e um período de 12 meses antes de definir se esta pessoa está ou não com o tal vício. O que vai impactar é o período, a frequência, e o tempo em que a pessoa se mantém no jogo”, reforça.

Em países asiáticos como China, Japão e Coreia do Sul já existem centros de reabilitação para jovens que sofrem comprovadamente com o distúrbio. Os sul-coreanos com menos de 16 têm inclusive de obedecer a uma lei que os impede de acessar jogos na madrugada.

Anderson Carlos de Oliveira acrescenta que a observação antes do diagnóstico é de suma importância, e reitera que existem pessoas que fazem do videogame um negócio, ou até mesmo uma profissão.

“Hoje tem pessoas que conseguiram formas de ganhar dinheiro através do videogame. Ou jogando ou dando dicas, ensinando outros usuários. Aí não dá pra falar que é vício, não dá pra taxar todo mundo dessa forma”, pontua.

Segundo dados da Global Games Market Report, em 2013, já havia mais de 1,23 bilhão de jogadores em todo o planeta, número que já ultrapassava 17% da população mundial.

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