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Vídeo mostra abordagem da PM a vereadores no Cepal do Setor Sul (Foto: Reprodução)
abordagem
O delegado Isaías de Araújo Pinheiro, titular da 1ª Delegacia Distrital de Goiânia, concluiu o inquérito que apurou os detalhes da abordagem em que o sargento Dorivan Jesus da Mata prendeu o vereador Vinícius Cirqueira (PROS), por supostos crimes de desobediência e lesão corporal leve contra o PM. No relatório, o delegado conclui que a abordagem foi “desastrosa” e que não houve cometimento de nenhum crime por parte do vereador. Por isso, o indiciamento de Vinicius Cirqueira foi cancelado.

Já o sargento da PM passará a ser investigado em novo inquérito aberto pelo delegado, que agora investiga os crimes de injúria racial e abuso de autoridade. O relatório detalha os fatos ocorridos no dia 10 de novembro, quando os vereadores Vinícius Cirqueira e Romário Policarpo (PTC), acompanhados de um motorista, foram parados em uma blitz no Cepal do Setor Sul, em Goiânia. Depois de primeira abordagem e liberação, o sargento Dorivan Jesus da Mata teria se referido ao vereador Policarpo e ao motorista como “neguinhos dos olhos vermelhos”.

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Vinicius Cirqueira se indignou com a injúria racial e questionou a ação. O sargento então efetuou a prisão do vereador e o levou para o Batalhão do Choque da Polícia Militar, para só depois ir à Central de Flagrantes. O vereador Vinicius contou à Rádio 730 como recebeu a conclusão do inquérito, que o inocenta e determina investigação ao sargento Dorivan Jesus.

O vereador mantém a admiração institucional pela Polícia Militar, mas exige investigação rigorosa sobre os atos do sargento Dorivan.

A Polícia Civil tem prazo de 30 dias para finalizar o inquérito aberto para investigar o sargento da PM, Dorivan Jesus da Mata, pelos crimes de injúria racial e abuso de autoridade. A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o indiciamento do sargento ou sobre o processo administrativo aberto pela Corregedoria para apurar o caso.

A reportagem da Rádio 730 entrou em contato com a assessoria de comunicação da corporação, que afirmou que a PM não se pronunciará sobre o caso.

Do repórter Rubens Salomão