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Cecília recebe a família do menino Kaká nos estúdios da 730 (Foto: Petras de Souza)
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O menino Kaká voltou à Rádio 730 nesta quarta-feira (17) depois de passar cerca de dois meses em tratamento nos Estados Unidos. Foi no exterior que ele fez as tão esperadas cirurgias, seis no total, para então começar o tratamento e poder realizar o sonho de andar, correr e brincar.

Em 2017, a campanha da família de Kaká, abraçada pela Rádio 730, conseguiu arrecadar os R$ 280 mil para fazer o procedimento cirúrgico em novembro. No estado de Missouri, em hospital de Sant Louis, ele iniciou a fisioterapia.

Nesta quarta-feira (17), Kaká já chegou aos estúdios da 730 arriscando os primeiros passos, com a ajuda dos pais Gabriela Capucho e Luciano Maia. Mais que animado, ele conta os momentos que passou após a cirurgia nos Estados Unidos, e destaca o mais difícil.

“O primeiro dia que eu consegui levantar da cama. Como fiquei muitos dias deitado, enquanto estava internado, quando levantei minhas costas começaram a doer. Esse foi o pior dia pra mim. Confesso que teve vezes que pensei em desistir, de sair de lá e não voltar nunca mais. O que me ajudou foi Deus e as orações das pessoas. Eu sabia que era para o meu bem, quis continuar e agora estou aqui”, conta.

A mãe, Gabriela Capucho, conta como foi difícil acompanhar as primeiras sessões de fisioterapia. “Na verdade, eu nem imaginava que era tão forte quanto fomos desde o início da campanha e, principalmente, quando chegamos lá. Tinha momentos que eu via o Kaká gritando, chorando de tanta dor, e eu não podia fazer nada. Eu fazia uma oração e pedia para Deus tirar a dor dele. Ele tinha que fazer fisioterapia e sentia muita dor. Tinha dias que eu nem suportava ficar na sala de fisioterapia”, relata.

O pai, Luciano Maia, relembra que a mais dolorosa das etapas do tratamento vem exatamente agora. A primeira delas foi a decisão de fazer a cirurgia e a procura pelo melhor hospital. A segunda foi a criação da campanha “Todos Pelo Kaká”, com oito meses de divulgação e ações para chegar ao montante de R$ 280 mil. A terceira foi a cirurgia, a rizotomia dorsal seletiva. “A gente entra agora nessa quarta etapa que são esses próximos quatros anos de fisioterapias intensivas”, reitera.

Kaká, que teve paralisia cerebral logo que nasceu, acabou perdendo os movimentos das pernas. Apóso início do tratamento nos Estados Unidos, no final do ano passado, ele voltou a Goiânia no último dia 3 de janeiro,e está realizando a fisioterapia no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER-GO).

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