O diretor-administrativo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e presidente do Democratas (DEM) em Anápolis, Carlos César Savastano de Toledo, o Cacai Toledo, foi preso em operação da Polícia Civil (PC) de Goiás que investiga crimes contra a administração pública.

Cacai Toledo é apontado na investigação como suspeito de cobrar propina de empresas em troca de manutenção de contratos com a Codego.

A operação apura ainda outras práticas criminosas como corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Ao todo, são 20 mandados de busca e apreensão, e seis de prisão temporária.

A juíza Placidina Pires, autorizou no dia 26 de maio o mandado de prisão. Computadores de Cacai foram apreendidos na sede da Codego, na Avenida 85, no Setor Marista, em Goiânia.

Empresários

Empresários também são alvo da operação, como Antônio Fernando Pereira Ribeiro, da empresa LogLab Digital, de Mato Grosso, preso na manhã de hoje (15) em um apartamento de luxo em Cuiabá pela Polícia Civil local.

Ribeiro é alvo de uma operação deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Goiás, contra crimes de corrupção. O site de notícias MidiaNews, informou que ele presta esclarecimentos na delegacia na capital matogrossense.

Os investigadores cumpriram ainda um mandado de busca e apreensão no apartamento de luxo, onde teria sido apreendido grande quantia de dinheiro, entre dólares e reais, cujos valores não foram divulgados.

Em Cuiabá, Ribeiro é apontado (em uma operação já realizada no Estado) como pertencente a um núcleo de empresários que lavava dinheiro para deputados estaduais que integravam um esquema de corrupção no Detran-MT. O caso foi descoberto pela Operação Bereré.

A ação da PC cumpre ainda mandados de prisão contra Weliton Fernandes Rodrigues, o também integrante da LogLab Digital Flávio Ramos de Andrade, Joaquim Inácio Guimarães Filho e Ernesto Augusto Eichler.

De acordo com as investigações, Weliton, conhecido como “Nenzão” e ex-prefeito de Campinaçu, e Flávio, participam do esquema de cobrança de propina de empresas para manutenção de contratos junto à Codego em 2018.

Segundo o delegado da PC de Goiás, Fábio Meireles Vieira, titular da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a companhia prestaria serviços de vigilância à estatal. No ano seguinte, Flávio Andrade teria sido informado de uma redução contratuais, depois de não ter pago propina no valor de R$ 20 mil para manter o contrato junto à Codego sem alterações de valor.

Posicionamento

Por meio de nota, a Codego informou que “colabora com a Policia Civil que, por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), realizou operação nas dependências da Diretoria Administrativa da companhia” e “reafirma seu compromisso com a transparência e aguardará a conclusão das investigações”.

A reportagem do Sagres Online entrou em contato com o diretório municipal do DEM em Anápolis, mas não recebeu retorno até esta publicação.

O Sagres Online também tenta contato com os demais citados na operação. O espaço está aberto.

*Atualizada às 20h19 para acréscimo de informações