venezuelaefeFamiliares dos presos protestam em frente ao centro de reclusão da Polícia do estado de Carabobo, na Venezuela, após um incêndio que causou a morte de 68 presos no local na quarta-feira (28 de março) (Foto: EFE/Miguel Gutiérrez/Direitos Reservados)

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, informou neste sábado (31) que cinco policiais "indiciados por responsabilidades" na morte de 68 pessoas em um incêndio numa penitenciária do estado Carabobo, na quarta-feira (28), foram presos, segundo a agência EFE.

Em seu Twitter, Saab informou que foram “emitidas ordens de prisão pelo Ministério Público contra cinco funcionários do PoliCarabobo investigados de serem responsáveis dos trágicos fatos que provocaram a morte de 68 cidadãos nas celas do Comando de tal Polícia regional: Já detidos". Um dos presos é subdiretor da Polícia de Carabobo, Jose Luis Rodríguez.

O governo brasileiro lamentou, na noite de ontem (31), “o trágico incidente que causou a morte de 68 pessoas na penitenciária de Valência, no estado venezuelano de Carabobo, e estende suas condolências aos familiares das vítimas”, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores.

Histórico

As mortes aconteceram após um incêndio ter início em uma cela daquela penitenciária em Valência, capital de Carabobo. Segundo a imprensa e diversas ONG, o incêndio aconteceu durante um motim. Saab, que foi defensor do Povo, disse pouco depois do ocorrido que as vítimas eram 66 homens e duas mulheres que visitavam o local.

Ontem, o governo venezuelano pediu ao Ministério Público (MP) uma investigação sobre o caso e anunciou a criação de "uma equipe multidisciplinar e a ativação dos protocolos necessários para a proteção integral de cada uma das famílias afetadas".

O Observatório Venezuelano de Prisões estima que o país tenha hoje 32.600 detidos em presídios, mas o espaço é suficiente apenas para 8.500.

A notícia do incêndio e da morte das 68 pessoas chegou à Organização das Nações Unidas (ONU) que declarou estar "horrorizada" com o caso e pediu respeito às famílias das vítimas.

 

liberiaDurante os 15 anos de atuação a Unmil ajudou a desarmar 100 mil combatentes. (Foto: Unmil/Staton Winter)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, felicitou a conclusão do mandato da Missão das Nações Unidas na Libéria, Unmil, que terminou na sexta-feira.

Guterres felicitou o povo e o governo do país da África Ocidental por virar a página da crise e do conflito.

Paz

Num comunicado do seu porta-voz, o secretário-geral também elogiou os esforços do governo para manter a Libéria no caminho da paz e do desenvolvimento sustentável.

O chefe da ONU destacou as contribuições de todos os parceiros no processo de paz, particularmente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, que se estabeleceu na Libéria antes da criação da Unmil.

Guterres também expressou o seu agradecimento pela excelente liderança do seu Representante Especial para a Libéria, Farid Zarif, e agradeceu a todos os líderes anteriores da missão.

Prosperidade

Segundo a nota, "o secretário-geral expressa o seu profundo respeito à memória dos 202 soldados da paz que perderam as suas vidas ao serviço da paz durante os quase 15 anos em que aconteceu a missão."

O secretário-geral disse que a ONU continuará presente na Libéria, “com vista a assegurar que a paz conquistada se mantenha e o país e o seu povo continuem a progredir e prosperar.”

A Libéria, o primeiro país independente na África, desfrutou de quase um século e meio de estabilidade antes de cair na violência, enfrentando duas guerras civis entre 1989 e 2003.

Mais de um quarto de milhão de liberianos foram mortos e quase um terço da população foi desalojada.

O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu a missão de paz para a Libéria em outubro de 2003.

guterresChefe da ONU está muito preocupado com a situação em Gaza (Foto: ONU / Eskinder Debebe)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se “profundamente preocupado” com os confrontos na Faixa de Gaza, esta sexta-feira, que causaram a morte de pelo menos 15 pessoas e grande número de feridos.

A violência aconteceu durante um protesto palestino, chamado “Marcha do Retorno”, junto à fronteira com Israel.

Investigação

Segundo uma nota do seu porta-voz, “o secretário-geral pede uma investigação independente e transparente a estes incidentes.”

Guterres também pede “a todos os envolvidos que se abstenham de qualquer ato que possa causar mais vitimas, em particular quaisquer medidas que possam colocar civis em risco.”

O chefe da ONU acredita que “esta tragédia sublinha a necessidade de revitalizar o processo de paz, com o objetivo de criar condições para um regresso das negociações que vão permitir que palestinos e israelitas vivam lado a lado em paz e segurança.”

António Guterres tornou a afirmar que “a ONU está pronta para ajudar estes esforços.”

Reunião

Também esta sexta-feira, o Conselho de Segurança realizou uma reunião de emergência sobre o tema, pedida pelo Kuweit.

No encontro, o  secretário-geral assistente de Assuntos Políticos da ONU, Tayé-Brook Zerihoun, avisou que “a situação pode se deteriorar nos próximos dias.”

Zerihoun disse ainda que “Israel deve cumprir as suas responsabilidades segundo a lei internacional humanitária e de direitos humanos” e que “a força letal deve apenas ser usada como último recurso.”

siria

(Foto:Unicef/Sanadiki)

Milhares de homens, mulheres e crianças já foram afetados pela violência sexual e de género desde o início do conflito na Síria, segundo um novo relatório da ONU.

O estudo foi lançado pela Comissão de Inquérito sobre o país.

O presidente da comissão, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, considerou “completamente repugnante que atos brutais de violência sexual e de género tenham sido cometidos em toda a Síria nos últimos seis anos e meio.”

Crimes

Os autores do relatório entrevistaram 454 sobreviventes, familiares, profissionais de saúde, advogados e outros membros das comunidades. Segundo o estudo, a violência é cometida por todas as partes do conflito e incluem estupro, assédio e tortura.

O relatório inclui nomes de responsáveis, indicando os autores dos crimes em milícias, forças do governo e outros grupos armados. A comissária Karen AbuZayd explicou que “os crimes ficaram documentados e poderão ser julgados.”

A comissária acredita que “para a paz ser duradoura, é necessário uma responsabilização destes crimes e que as vítimas tenham uma voz no processo.”

Gênero

O relatório mostra que este tipo de violência é usado como arma. A secretária-geral da Liga Internacional de Mulheres para Paz e Liberdade, Madeleine Rees, acredita que se trata de um crime contra a humanidade. Segundo ela, “este é um assunto estrutural, que afeta homens, mulheres, meninos e meninas."

Meninas e mulheres são mais afetadas, mas os homens e meninos também são vítimas de abusos muitas vezes. A comissária AbuZayd lembrou a história de vários entrevistados que foram vítimas de estupro. Estes homens acreditavam que iam perder o respeito dos pais se eles soubessem o que tinha acontecido.

Uma das conselheiras da comissão, Serena Gates, disse que os autores do relatório “ficavam sempre impressionados com a força de muitas destas pessoas e como sobrevivem." Para Gates, "o ponto principal é que muitas vezes violência sexual e de género gera conflito e o ciclo de violência perpetua-se."

Da ONU News

antonio guterres onuSecretário-geral António Guterres em encontro com jornalistas sobre mudança climática (Foto: ONU/Eskinder Debebe)

O secretário-geral das Nações Unidas promoveu, nesta quinta-feira, uma coletiva de imprensa na sede da organização, em Nova Iorque, para falar sobre a mudança climática.

António Guterres disse que as manchetes dos jornais são dominadas por assuntos políticos, como escalada de conflitos e violência.

Prejuízo recorde

Mas segundo Guterres, “a verdade é que a ameaça mais sistêmica à raça humana continua sendo a mudança climática”. O chefe da ONU citou um “tsunami de dados” recentes que devem criar muita preocupação.

Ele citou alguns desses dados: os prejuízos com desastres do clima baterem o recorde de US$ 320 bilhões no ano passado; as emissões de dióxido de carbono do setor energético subiram para 32,5 gigatoneladas e a temporada de furacões no Caribe que acabou, em instantes, com décadas de desenvolvimento.

António Guterres lembrou também da seca severa na África, que levou 900 mil pessoas a saírem de suas casas e afirmou que o consumo de combustíveis fósseis causou 70% do aumento da demanda de energia global.

Acordo do clima

Segundo o secretário-geral, a concentração na atmosfera de CO2, metano e óxido nitroso é a mais alta em 800 mil anos. Os oceanos estão mais quentes e mais ácidos do que antes.

Guterres lembrou do Acordo de Paris sobre o clima, um compromisso internacional por ações que mantenham o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius.

Mas o chefe da ONU disse que alguns cientistas já falam na possibilidade desse objetivo não ser alcançado. Por isso, Guterres fez um apelo aos líderes mundiais, para que cortem as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 25% até 2020.

Caos

O secretário-geral anunciou que vai promover uma conferência em 2019 para aumentar a ambição neste sentido, porque “centenas de milhões de pessoas” dependem dessas mudanças.

Ele avalia que 2017 registrou muito “caos climático” e que este ano será parecido, já que “a mudança climática está se movimentando mais rápido do que nós”.

Por isso, António Guterres quer “vontade política, inovação, financiamento e parcerias”.

Trump

Durante o encontro, uma jornalista perguntou ao secretário-geral sobre os impactos da decisão da administração do presidente americano Donald Trump de deixar o Acordo de Paris.

António Guterres respondeu que no mundo todo, o “papel dos governos está cada vez menos relevante”, ao mesmo tempo em que cresce o papel das economias e das sociedades.

O secretário-disse que continua vendo compromissos com Acordo por parte dos empresários dos Estados Unidos, da sociedade e de vários estados americanos, por isso ele acredita que, apesar da posição da administração, o país poderá cumprir com o que foi previsto no Acordo de Paris.

beckham

(Foto: Reprodução/ Internet)

Uma visita a escolas da Indonésia para ver de perto o impacto que a intimidação ou bullying tem sobre as crianças. Foi assim que o ex-jogador da seleção da Inglaterra, David Beckham, avaliou a situação que afeta pelo menos 18 milhões de alunos no país asiático.

Beckham atua ainda em países como El Salvador, Nepal e Uganda. O objetivo é combater a violência a crianças seja através de casamento infantil, falta de oportunidade para educação, que afasta principalmente as meninas da escola, ou bullying.

Campanha

Ele é embaixador da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, há mais de 10 anos. Em 2016, participou de uma campanha contra a violência a crianças.

No vídeo, Beckham pede o fim da violência lembrando que o problema marca as crianças para o resto da vida.

O ex-capitão do futebol inglês também criou um Fundo 7 com o Unicef para socorrer crianças em situações de risco. A ajuda possibilitou a vacinação de 400 mil crianças contra a poliomielite no Djibuti. Cerca de 15 mil crianças tomam água potável agora em Burkina Fasso graças à iniciativa. Já no Camboja, o fundo protege 14,5 mil crianças da violência.

Ao visitar Semarang, na província de Java Central, Beckham conheceu uma menina de 15 anos que se tornou a líder da escola ao combater o bullying. Ela serializou sua história na conta de Beckham em uma rede social, o Instagram.

Experiência

Para o ex-capitão inglês, a menina é uma agente de mudança e a experiência ajudou a estudante em sua autoconfiança.

O bullying e a violência entre pares é uma das maiores preocupações de jovens na Indonésia. Mais de uma em cinco crianças entre 13 e 15 anos sofrem com o problema. E mais de 18 milhões, ou uma em cada três, foram atacadas na escola. A violência aumenta o risco de doenças mentais que acabam levando à evasão escolar.

O Unicef afirma que iniciativas recentes contra o bullying em escolas indonésias já beneficiaram 7 mil crianças. ]

Da ONU News

 

africacenso

(Foto: Reprodução/ Internet)

A Comissão Econômica das Nações Unidas para África, ECA, e o Governo dos Camarões anunciaram uma parceria para realizar censos populacionais na África com a ajuda de telefones celulares e da internet já a partir de 2020.

O tema foi debatido em Yaoundé, capital camaronesa, por mais de 40 especialistas incluindo profissionais da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas, que participa da iniciativa.

Referência

O projeto deve ajudar ainda a implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030. O grupo deve redigir as diretrizes do uso de coleta eletrônica de dados e tecnologias sobre censos populacionais e de habitação que servirão como referência global.

O mundo tem atualmente mais de 5 bilhões de assinaturas de telefones celulares. Para os especialistas da ONU, o censo com a ajuda da internet pode ganhar em agilidade, rapidez e conveniência além de ser mais barato e menos complexo em termos de logística.

O diretor do Escritório para África Central da Eca, Antonio Pedro, afirma que há desafios a serem considerados com as mudanças da tecnologia, resistência à mudança e altos custos de treinamento além da segurança de dados.

A ECA lembrou que a cooperação é vital para o sucesso do plano e que Camarões e Mali já cooperam nessa área.

Da ONU News 

tribunalinternacional

A promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional, TPI, Fatou Bensouda, disse esta terça-feira, no final de uma viagem à República Centro-Africana, que “colaboração é essencial para acabar com a impunidade.”

O TPI investiga os crimes cometidos no país desde 2012, quando começou o conflito armado. No final de 2014, Fatou Bensouda decidiu abrir uma segunda investigação.

Colaboração

Bensouda disse que o TPI “vai cumprir o seu papel, mas não pode investigar todas as atrocidades cometidas, nem nunca foi pensado para tal.”

É por isso, explica a promotora, que a colaboração é tão importante. Para ela, “é crucial desenvolver ligações fortes entre os sistemas judiciais nacionais e o TPI, que têm papeis complementares.”

Bensouda acredita que estas iniciativas “ajudam as autoridades a cumprir a sua responsabilidade principal, que é investigar as atrocidades cometidas e julgar os seus autores, garantindo que sejam responsabilizados.”

Durante a viagem, a promotora encontrou-se com autoridades nacionais, representantes da sociedade civil, membros do setor judicial e dos media. Segundo ela, “estes encontros sublinharam a boa vontade e compromisso que existe no país para fazer justiça.”

Instabilidade

A promotora disse que “a violência contínua que assola uma grande parte do país lembra quão precária continua a situação” e que “justiça e responsabilização são necessárias para ultrapassar o recorrente ciclo de violência.”

A República Centro-Africana enfrenta um conflito armado desde dezembro de 2012, que opõe o governo do país a várias facões rebeldes.

Da ONU News

gouthaoriental

(Foto: Unicef/UN0162765/Al-Mohibany)

Cerca de 80 mil sírios fugiram da região de Ghouta Oriental desde 9 de março, segundo as Nações Unidas.

Desse número, 50,7 mil pessoas deixaram a região para viver em oito abrigos coletivos na zona rural de Damasco, capital do país, onde as condições são “muitas vezes terríveis”, devido à superlotação e à falta de saneamento.

Duma

O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, destaca que uma série de acordos locais permitiu que várias pessoas saíssem de diferentes áreas do interior de Ghouta Oriental exceto da cidade de Duma, a única parte sitiada.

A continuação de confrontos em Duma piorou a situação humanitária, daí o apelo da ONU e dos seus parceiros para que todas as partes do conflito permitam um acesso urgente de auxilio já disponível para 16,5 mil moradores.

Déficit

Pelo menos US$ 115 milhões são necessários para responder à situação com ajuda essencial e serviços de proteção de deslocados. A ideia é oferecer abrigos na zona rural de Damasco e em áreas de Ghouta Oriental onde ocorreu uma mudança no controle.

O Ocha anunciou que existe um déficit de financiamento de US$ 74 milhões e que é preciso mais apoio financeiro para ajudar pessoas retiradas para o Idlib. 

Na terça-feira o subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários disse ao Conselho de Segurança que 1,7 mil civis foram mortos em Ghouta Oriental desde o fim de fevereiro.

Da ONU News

logo-sagres

Rua Monsenhor Celso, Quadra Área, Lote 2, s/n - Vila Santa, Aparecida de Goiânia - GO, 74912-590
Telefone: (62) 3216.0730

© Copyright 2006-2018 Sistema Sagres Cerrado de Comunicação