Principal cabo eleitoral de Vanderlan Cardoso (PR) na corrida ao Palácio das Esmeraldas, o governador Alcides Rodrigues vai, a partir da próxima semana, intensificar sua agenda ao lado do governadoriável republicano. Para aliados, o pepista mergulha na campanha fortalecido pelos números apresentados nas pesquisa eleitorais e pelo bom momento vivido no governo, principalmente com o iminente acordo, a ser fechado com o governo federal, que pode salvar financeiramente a Celg, principal empresa estatal de Goiás.

Um dos fatores que deixa os governitas otimistas são os resultados das últimas pesquisas. Os números do instituto Serpes, publicados na semana passada pelo jornal O Popular, apontam que o governo Alcides mantém seu índice de aprovação, em comparação ao último levantamento, realizado em maio.

Na sondagem desse mês, o pepista registra 37,7% de ótimo e bom, contra 39,5% registrado em maio. Embora tenha oscilado para baixo, o porcentual está dentro da margem de erro do levantamento. Outro ponto que os governistas avaliam como positivo é o índice de regular da gestão pepista. Para 41,5% dos entrevistados, o governo Alcides é regular, índice superior ao registrado em maio, que foi de 38,2% – 3,3 pontos porcentuais a mais. Além do índices de aprovação e regular, os números de desaprovação também servirão como combustível para que Alcides entre com força total na campanha de Vanderlan.

A pesquisa Serpes aponta que 10,8% dos eleitores considera péssima a atual administração. Em maio, esse índice foi de 11,2%. O indíce de ruim também registrou variação negativa de 7,6% em maio para 6,5% em julho. O desempenho do governo Alcides em importantes regiões eleitorais também foi comemorado pelos governistas.

Em Goiânia, o governo Alcides obteve o índice de regular, 49,3%, bem acima do porcentual calculado em todo o Estado. Na região Norte, o índice regular é o maior, 51%. No caso da aprovação, o destaque vai para região Centro, onde está localizada a cidade de Anápolis – terceiro colégio eleitoral mais importante de Goiás. Lá Alcides alcançou 41,4% de avaliação positiva.

Na região Sul, esse índice chega a 49% e no Noroeste a 46,2%. No Entorno do Distrito Federal, outra região eleitoralmente importante, 30% eleitorado avaliaram positivamente o governo Alcides e 40% o consideraram regular. Fortalecimento Para os governistas, os números da pesquisa mostram que o governador Alcides conseguiu recuperar sua força política e, principalmente, eleitoral.

O processo de resgate ocorreu ainda na pré-campanha e foi decisivo para que Alcides consolidasse a tese de uma candidatura que fugisse da polarização entre Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB). Um exemplo disso foi a articulação, com a participação silenciosa do governador, que construiu uma chapa majoritária com dez partidos que dão sustentação à campanha de Vanderlan Cardoso.

No primeiro semestre, Alcides deu uma outra dinâmica às movimentações políticas e administrativas de seu governo. Se reuniu com prefeito e lideranças municipais no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico, onde assinou convênios e liberou recursos para obras nas cidades. Além disso, participou de inaugurações em intensa agenda por todo o Estado. O governador também deixou o silêncio e partiu para o contra-ataque na guerra contra os tucanos. Em alguns momentos da pré-campanha, Alcides tomou para si a responsabildades das declarações mais polêmicas contra os ex-aliados e em defesa da candidatura da Nova Frente, que se firmou com a chapa “Goiás no Rumo Certo”.

Agora, depois de colocada em pé a candidatura de Vanderlan, Alcides submerge na disputa ao governo recuperado politicamente e com uma forte bandeira conquistada em sua administração: a da “responsabilidade”. Mote já usado nessa fase incial da campanha, com o trabalho de recuperação das contas públicas do Estado, e que ganhará força se concretizada a negociação de empréstimo de quase R$ 4 bilhões para salvar a maior empresa do Estado, a Celg. Um impulso a mais para o governador, já que os adversários de Vanderlan são apontados como os responsáveis pela situação financeira da estatal.