Goiás ocupa o décimo lugar em números de ligações feitas à Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e o quarto em denúncias de tentativas de homicídio feitas à entidade.

Foram contabilizadas nos meses de janeiro a junho deste ano, 8.939 denúncias. No Brasil, foram registrados 343.063  atendimentos, percentual correspondente ao aumento de 112% em relação ao mesmo período de 2009, em que foram registrados 161.774.

De janeiro a junho desse ano, o disque denúncias recebeu oito ligações de vítimas goianas por tentativa de homicídio, perdendo somente para São Paulo (26), Rio de Janeiro (14) e Minas Gerais (9).

Em Goiás, foram registrados dois casos de cárcere privado, 927 devido à violência física, 228 por violência moral, 492 por violência psicológica e 16 sexuais. As ameaças foram verificadas em 293 situações.

Em Goiânia, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), contabilizou de janeiro a julho desse ano 1.147 boletins de ocorrência de casos de ameaça. Desses, 200 se tornaram inquéritos.

No mesmo período, a polícia  registrou 540 boletins de ocorrência por lesão corporal, e 173 inquéritos. De acordo com o Governo Federal, a procura por informações da Lei Maria da Penha, lei 13.340/2006, que complementa quatro anos no próximo sábado (07) corresponde a 50% do total de informações prestadas pelo disque denúncias. 

PERFIL

Os dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), apontaram que 3.672 denúncias em Goiás, são de mulheres entre 25 e 49 anos.

Das vítimas goianas que entraram em contato com o serviço, 864 (o que representa 9,66 % das ligações) foram agredidas pelo atual conjugue.

No país, a realidade se repete. 57,9% das vítimas estão casadas ou em união estável e 14,7% disseram que a violência sofrida era exercida por ex-namorado ou ex-companheiro.

Entre as mulheres goianas, 90,55% que denunciaram são dependentes financeiramente do agressor. A divulgação levantou que 9,38% das vítimas no Estado são agredidas diariamente.