O Governo de Goiás firmou um acordo com a Cruz Vermelha. O contrato terá a duração de cinco anos e prevê a gestão da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).

O convênio busca a realização de investimentos iniciais em R$ 22 milhões em curto prazo e R$ 50 milhões em médio prazo. Com este contrato, a Cruz Vermelha assumiria o controle administrativo da Iquego.

O Presidente da Indústria, Oliér Alves, argumenta que ela está descapitalizada e endividada. Ele destaca que a programação de aplicação de recursos da Cruz Vermelha irá viabilizar economicamente as atividades da Iquego.

“É uma parceria. Nós temos uma empresa deficitária, e a expectativa é que a Cruz Vermelha venha com recursos e com um mercado internacional. O governo está abrindo mão, apesar de continuar com representantes do Estado dentro da diretoria executiva, a administração será a Cruz Vermelha”, declara.

O Govenador Marconi Perillo descreve que os R$ 22 milhões que serão investidos de imediato servirão para pagamento da dívida da empresa em curto prazo. Segundo ele, haverá uma nova gestão profissional, compartilhada entre o Estado e a Cruz Vermelha, no entanto, com o compromisso de pagar todas as pendências.

O Presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Walmir Moreira Serra Júnior, destaca que a organização atendeu ao chamamento do Governo de Goiás e que, em 45 dias, pretende iniciar as operações. Ele descreve todas as decisões serão tomadas em conjunto com o Governo do Estado em benefício do cidadão.

“Fomos convocados para uma atuação humanitária com um propósito específico, que é colaborar na área de saúde, assistência social, e na Iquego. Isso vai permitir com que o governo do Estado, nesta parceria, possa alargar as ações na saúde básica, como a entrega de medicamentos na casa do cidadão”, explica.

O convênio ainda inclui a criação de um Centro Internacional de Logística da Cruz Vermelha em Anápolis, com investimento de R$ 12 milhões, e a construção e operação de um hospital da Cruz Vermelha Brasileira no município de Novo Gama, com investimentos na ordem de R$ 210 milhões. Outro ponto será a viabilização de um programa domiciliar de entrega de medicamentos, com investimento de um R$ 1,5 milhão.