Durante entrevista para anunciar uma série de medidas para o setor de consignados em Goiás, o secretário de Gestão e Planejamento, Guiseppe Vecci, rebateu as declarações de que a Zetra Soft cobrava dos bancos apenas R$ 0,28 centavos por linha de crédito. “Tinha um plus e quem lidava com isso sabe”, argumentou.
Sobre a majoração da taxa do Estado – de R$ 2,50 para R$ 4,00 por financiamento – cobrada dos bancos, Vecci confirmou que o aumento foi para garantir recursos para o Centro de Referência para o Tratamento dos Dependentes Químicos (Credeq) e para Fundo de Manutenção do Servidor.
O secretário justificou porque a contrato com a Zetra Soft, empresa responsável pela gestão do sistema até 2010, não foi prorrogado no início do ano. Segundo Vecci, foi apresentado, no final do ano passado, uma série denúncias contra a empresa.
“Ela foi denunciada em dezembro e não era regularizada. Foi essa questão que ocorreu e parece que o povo esqueceu. Fizemos a mudança em função das denúncias”, alegou.
O secretário disse que chegou a comandar a abertura de uma sindicância sobre questão, mas não informou qual foi o resultado da investigação. “Eu coordenei o processo. Houve denúncia de superfaturamento e isso não fui eu que inventei. Ao adentrar ao governo, criamos uma comissão para averiguar e por recomendação da Associação Nacional de Bancos, indicaram a empresa para que pudesse trabalhar por um determinado período”.






