Foi assinado na tarde desta quinta-feira (9), um termo de cooperação técnica entre o Governo de Goiás e a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. O objetivo é dar apoio ao Governo Federal na conclusão das obras da Ferrovia Norte-Sul no Estado. O documento foi assinado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha; o diretor-presidente da Valec, José Eduardo Sabóia Castello Branco e o procurador-geral do Estado de Goiás, Alexandre Tocantins.

O Estado tem a responsabilidade de acompanhar processos de desapropriação na faixa territorial da Ferrovia Norte Sul no Tribunal de Justiça para que ocorra aceleração na tramitação dos processos. De forma direta, o governo ainda ajudará por meio da Agetop, a liberação da faixa de domínio da estrada. A VALEC deve arcar com as despesas do processo de desapropriação e prestar informações para o Estado sobre qualquer processo.

De acordo com o governador Marconi Perillo, a força estrutural colocada à disposição será considerável. “Será muito importante para o bom andamento das obras. Nós temos um convênio com a Universidade Federal de Goiás, através do qual nós poderemos utilizar a mão-de-obra de professores pra colaborar com a desapropriação”.

Segundo o Diretor-Presidente da Valec, José Eduardo Sabóia Castelo Branco, o trecho de Ouro Verde em Goiás até Estrela do Oeste em São Paulo está previsto para ser concluído em julho de 2014. O trecho de Palmas até Anápolis deve ser entregue somente em setembro do ano que vem.

O diretor afirma que será preciso fazer obras remanescentes da administração anterior da VALEC. “Nós temos três tipos de obras remanescentes que deveriam ser executadas, mas não foram, como exemplo, o pátio intermodal de Anápolis. Há um segundo conjunto de obras que deveria ter sido realizado, mas priorizou-se a grade (dormentes e trilhos). O terceiro conjunto são obras malfeitas que vamos licitar e depois cobrar o valor que gastamos”, relatou.

Perda

O Superintendente do Porto Seco de Anápolis, Edson Tavares, afirmou que o estado de Goiás perde com a não conclusão da Ferrovia Norte Sul. Segundo ele, um pequeno volume é transportado via modal ferroviário, na via administrada pela empresa Ferrovia Centro Atlântica, antiga Estrada de Ferro Goyaz, o que aumenta o custo dos produtos exportados.

“A região Centro-Oeste perde R$ 12 milhões por ano pela não operacionalização. Temos 1,8 milhão de tonelada para ser transportada em um eixo de 46 milhões de toneladas entre as commodities metálicas, grãos e carnes”.