Luiz Juvêncio de Oliveira do PMDB, prefeito eleito de Guapó foi o entrevistado desta quinta-feira (25) da Rádio 730. Juvêncio venceu as eleições contra o atual prefeito da cidade, Divino Eterno do PP. Ele teve 4.758 votos, 53,11% dos votos válidos dos eleitores do município.

O prefeito eleito disse que quem o elegeu foi o efeito Cachoeira, porque a estrutura montada em Guapó é de uma quadrilha que comprava votos. “A máquina do governo gasta milhões para se manter no poder, o ex-prefeito o atual prefeito e o esquema montado dentro da cidade de Guapó onde eles esparramam dinheiro. A população revoltou depois de tantas denúncias de corrupção”, ressaltou.

Ouça a entrevista na íntegra: {mp3}stories/audio/2012/Outubro/luizjuvencio{/mp3}

Juvêncio diz que a cidade de Guapó está um caos. De acordo com ele, o município é administrado há 12 anos por políticos da base do governo que não fizeram nada. “Não tem um hospital, tem 40% da cidade sem asfalto, 100% sem galeria pluvial, não tem aterro sanitário, bairros sem água encanada, uma cidade suja”, informou. Segundo ele, os gestores mentem para o governador, que não sabe a realidade da cidade.

“Os problemas de Guapó são praticamente todos. A cidade não tem uma escola de tempo integral, não tem creche. O Marconi construiu uma creche e eles transformaram em CMEI de dois expedientes”, declarou o prefeito eleito. Juvêncio conta que a Agetop emprestava para a prefeitura uma pá-mecânica, patrola e um caminhão caçamba. A informação que ele tem é de que esses veículos vão ser removidos para Cezarina.

Juvêncio informa que o deputado estadual Túlio Isac o chamou de “Max”, personagem aproveitador da novela, disse que ele era macumbeiro e por ser advogado no município há 22 anos soltava os traficantes da cidade. “Quando fui à assembleia eu deparei com Túlio Isac, o chamei e ele veio sorrindo para o meu lado porque não me conhecia, disse pra ele que vou trabalhar dia e noite para ele não ter nenhum voto daqui a dois anos”, declarou.