Mesmo um pouco atrasado, eu venho a este espaço para falar do jogo do último sábado entre Atlético-GO x Santos. Um jogo que pouco chamava a atenção, exceto pela presença de Neymar na formação titular. Foi uma das apresentações mais consistentes do clube goiano. Sofreu o gol no final do primeiro tempo em um cochilo normal e recorrente ao longo da competição nacional. Mesmo assim, não tira o mérito da exibição.

Na etapa complementar, coincidentemente ou não, com a maior presença de jovens atletas em campo, o time conseguiu ser eficiente e fazer os gols da virada. O primeiro concluído por Diogo Campos após boa jogada e o segundo na cobrança de pênalti após entrada insana do goleiro santista em Ernandes. Uma vitória que não serve para nada no campeonato, mas ameniza o ambiente do time neste processo final.

Três jogadores chamaram a atenção: Márcio – o capitão rubronegro chegou ao oitavo gol na temporada e o quarto no Campeonato Brasileiro. Principal artilheiro do time na Série A e o ano que fez mais gols com a camisa do Atlético. Ernandes – fez muitos jogos em 2012. Nenhum com o mesmo vigor do último sábado. Para quem chegou a ser acusado por muita gente de corpo mole, foi uma partida para assinar contrato. Curioso que diante de um clube que já o sondou por várias vezes neste ano. De fato, sábado, ele foi impecável. Diogo Campos – eu sempre fui um crítico fervoroso das atuações dele. Brilhou mais fora de campo. Mas tenho que reconhecer que nesta rodada jogou como se espera. Objetivo, simples, prático e decisivo. Animei-me e vi o reconhecimento do torcedor. Tomara que seja o primeiro de muitos e não o único de tantos.

CONFUSÃO NO BEZERRÃO

Quando estava descendo das cabines para o gramado me deparei com agentes da Polícia Federal próximos aos funcionários do Atlético-GO: Juvenil e Marcelo Ricardo. Os dois acompanham a diretoria atleticana nos jogos para evitar qualquer tumulto. No principio, Marcelo era apenas o segurança. Atualmente ele exerce uma função administrativa e de zelo do CCT do Urias Magalhães.

Ao conversar com um agente da PF, ele me confidenciou que houve uma denúncia e por isso eles foram até o estádio fiscalizar a falta de credenciamento da empresa e algum dos seguranças estavam andando armados. Nenhum dos funcionários dos dois clubes e muito menos os seguranças particulares de Neymar estavam armados. Todos foram encaminhados para delegacia, não puderam ficar no estádio e responderão a processo administrativo.

A empresa não exerceu o que havia sido acertado entre ela e a administração do estádio que garantiu sempre utilizar esta empresa durante os jogos ao longo do ano. Quando questionei Dr. Marcos Egídio, ele disse que não poderia confirmar mas destacou a importância de se fazer uma reflexão. A escolha do estádio no Gama poderia ser a origem da denúncia? A confirmação que houve uma disputa política entre as administrações regionais do Gama e Taguatinga reforça esta suspeita. No jogo na Boca do Jacaré, meus amigos repórteres que estiveram lá destacaram a curiosa presença de Luiz Estevão na portaria. Ao longo da semana, as reclamações e suspeitas de evasão de divisas… Tudo no ar, muitas reclamações e pouca argumentação para agir.

Mais detalhes na reportagem do Portal 730 – “Diretor atribui problema de seguranças no Gama a fator político”


Confira a entrevista do Dr. Marcos Egídio  

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René Simões

A diretoria atleticana espera para esta semana uma definição para anunciar, ou não, René Simões. Ele pediu o prazo de cinco dias para pensar. Da comissão técnica que esteve com ele em Goiânia em 2010 – o auxiliar Alfredo Montesso está no comando da seleção da Jamaica, Francisco Santos está no clube desde a saída de Hélio dos Anjos (2ª passagem neste ano) e Anderson Oliveira é o preparador físico do Paraná Clube.