Uma audiência pública para tratar do projeto do veículo leve sobre trilhos, o VLT, foi realizada na Assembleia Legislativa, para esclarecimentos dos parlamentares. Um novo encontro foi marcado para o início de 2013, com o objetivo de dar prosseguimento nas discussões sobre o VLT, como informa o presidente da comissão, Deputado Estadual Daniel Messac, do PSDB.

“Ficou definido que teremos um segundo tempo dessa audiência para ampliar a discussão, mas a preocupação que existe hoje é realmente a viabilidade do custo-benefício do VLT, a questão também das medidas mitigadoras que serão implementadas para atender a demanda do eixo Anhanguera dos comerciantes”, explicou Daniel Messac.

A reunião foi marcada por questionamentos dos deputados sobre como ficará a situação do setor comercial no decorrer dos dois anos de obra na Avenida Anhanguera. É o que destaca o deputado Bruno Peixoto, do PMDB. “Como estará adequado os funcionários dessas empresas, este projeto não está pronto e é inadmissível o processo licitatório na atual conjuntura. Então nós temos que debater muito mais, questionar, convidar os empresários de todo o eixo, para depois sim pensarmos num processo licitatório. E esse recurso está completo em caixa, quem vai pagar esse preço, o empresário de Campinas do Centro ou do Capuava.

De acordo com o Secretário Estadual de Cidades, Sílvio Sousa, o índice de satisfação por um transporte não saturado vai aumentar com a implantação do VLT. “Basicamente no tripé, regularidade, confiabilidade e qualidade do serviço. Então nós teremos ai um transporte não saturado até 2040, estamos ampliando a capacidade do transporte praticamente triplicando. Cada composição vai transportar 600 passageiros enquanto hoje o maior articulado nosso comporta 180 e ainda vamos revitalizar as estações”, ressaltou.

O processo de licitação vai ser concluído no próximo mês. Será um investimento de um bilhão e 300 mil reais, divididos entre o poder público e iniciativa privada.