O vereador Paulo Borges (PMDB) preferiu não ir ao plenário da câmara municipal nas primeiras duas sessões ordinárias do ano, nesta terça e quarta-feira. De acordo com seu advogado, Marcelo di Rezende, o parlamentar ainda se recuperava da prisão, que durou dois dias no núcleo de custódia da casa de prisão provisória, no complexo prisional de aparecida de Goiânia.
De acordo com o advogado, Paulo Borges tem tomado remédios para dormir, mas tem lidado relativamente bem com as acusações do ministério público. Ele é suspeito de participar de um esquema de pagamento de propinas e venda de licenças na agência municipal do meio ambiente, AMMA. O defensor Marcelo di Rezende garantiu que o vereador estará no plenário para a sessão desta quinta-feira. “Ele está bem melhor. Desde o começo ele estava de cabeça erguida. Ele já assinou essa CEI da AMMA para ter essa investigação para elucidar todo e qualquer fato ilícito que exista para que seu nome não apareça mais nisso. Amanhã ele estará normalmente no na Assembleia,” relata.
O advogado ainda justifica que Paulo Borges não foi às duas primeiras sessões plenárias também por conta da grande movimentação popular na câmara nestes primeiros dias. Além disto, ele revela que o pmdebista não estava passando muito bem e que também precisou se ausentar para resolver problemas familiares.
O presidente da câmara, Clécio Alves, que também é do PMDB, demonstrou apoio ao colega e chegou a tentar uma visita na casa dele, que não foi possível, pois Paulo Borges não estava passando bem. Clécio aguarda o retorno do companheiro de partido para ouvir sua versão sobre as acusações de participação no esquema de corrupção dentro da AMMA.
A expectativa é de que Paulo Borges também fale na tribuna sobre um possível isolamento político sofrido desde antes da prisão pelo Ministério Público.






