A rebelião na Penitenciária Coronel Odemir Guimarães (antigo Cepaigo), que teve início na tarde deste sábado, se encerrou sem que nenhum tiro fosse dado, na manhã deste domingo, por volta das 7h. Os presos, que iniciaram o motim exigindo pistolas, sete carros para a fuga, colete à prova de balas, conseguiram apenas a presença de alguns familiares e a transferência dos três líderes da rebelião para o interior do Estado.

Os “cabeças” do movimento e mais perigosos eram Diego Martins da Silva, de 23 anos, Fagner Araújo de Souza, de 25 anos, e também Givaldo Lourenço dos Santos, de 24 anos, que acabaram transferidos por volta das 8h30 deste domingo. Dois deles acabaram transferidos para a penitenciária de Caldas Novas e um foi para o presídio de Porangatu.

Tudo começou quando os presidiários que estavam em tratamento no posto médico da unidade dominaram um agente carcerário e tomaram um revólver calibre 38. Além do agente, mais três pessoas foram feitas reféns: duas enfermeiras e um médico, além de alguns presos, que foram “obrigados” a aderir ao motim. A flexibilidade dos líderes começou por volta da meia-noite, quando o agente prisional e dois detentos foram liberados.

O presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), Edemundo Dias, concedeu entrevista coletiva logo após a transferência dos três presos e reconheceu que houve um erro de procedimento do agente prisional, que não deveria ter ido ao posto médico com uma arma e sem algemar os detentos, mas confirmou que ainda fará uma investigação mais profunda do caso.

Edemundo confirmou que foram 17 horas de tumulto, mas não quis classificar a atitude dos presos como uma rebelião. O presidente da Agsep relatou que a participação de alguns familiares dos detentos foi algo crucial e explicou que foi uma negociação complicada, pois o motim não tinha apenas um líder e os presos estavam embriagados.

“O que foi atendido foi coisa de momento, água e alimento, no sentido de ir acalmando a situação, porque eles estavam embriagados. Eles tomaram muito álcool e misturaram com remédios no posto médico, ficaram muito alterados. Quem liderou não foi o Fágner, inclusive uma das dificuldades foi identificar o líder, porque a todo momento. Nossa primeira preocupação vai ser garantir a integridade física deles, essa é nossa maior preocupação no momento, apesar do tumulto que eles causaram”, garantiu Edemundo Dias.