O promotor de Justiça, Murilo de Morais e Miranda, da área de defesa do consumidor em Goiânia, inspecionou terminais e linhas do transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia, nesta segunda-feira (10).

O objetivo, segundo o Ministério Público de Goiás (MP/GO) é instruir três inquéritos civis públicos instaurados em relação ao serviço e também verificar a infraestrutura e o funcionamento do novo sistema de integração eletrônica que já está em operação. No primeiro dia, segundo o promotor, o sistema funcionou corretamente.

Durante a vistoria, o promotor fez anotações sobre tempo de percurso (com anotações de horário), lotação dos veículos e a situação dos quatro terminais visitados. Na sua avaliação, as piores condições foram constatadas no Terminal Padre Pelágio, que ele comparou a um “grande camelódromo”, no qual o usuário não é prioridade. Uma das constatações favoráveis foi sobre a frequência de ônibus no Eixo Anhanguera.

O trajeto

A inspeção do promotor começou às 6h50, no terminal de Senador Canedo, onde ele tomou o primeiro ônibus, às 7h12, para efetuar a fiscalização. Sobre as condições do terminal na cidade da região metropolitana, Murilo Miranda salienta que, no geral, elas são boas, destacando a organização das filas. O único problema detectado no local, observou, “foi o alerta feito por um funcionário da fiscalização de que não poderia fazer fotos com celular sem autorização, o que seria determinação das prefeituras de Goiânia e de Senador Canedo”.

De lá, seguiu em direção ao Terminal da Praça da Bíblia, onde chegou às 8h. No local, o promotor verificou problemas nos banheiros e a ocupação indevida do espaço destinado ao usuário por barracas de comércio ambulante. Às 8h23, ele pegou um ônibus do Eixo Anhanguera em direção ao Terminal Praça A, tendo começado a viagem em pé. Depois de três minutos do trajeto, “surgiu uma vaga”, relatou o promotor. O veículo parou no terminal às 8h38.

O promotor tomou ainda um ônibus para o Terminal Padre Pelágio, onde chegou às 9h10. No local, ele fiscalizou os banheiros, que encontrou imundos. “É a mesma realidade que detectei há mais de dois anos, quando estive no local”, ponderou.

Com o fim do prazo de duas horas e meia para a integração eletrônica, o promotor fez a integração física no terminal e pegou um ônibus até a estação da Iquego, onde desceu e circulou pela região até as 9h51, quando pagou nova passagem e pegou outro ônibus ainda no Eixo Anhanguera. Às 10h14, o promotor desceu no ponto próximo ao Jóquei Clube, onde se informou sobre qual linha poderia pegar em direção ao Jardim Goiás, para a sede do Ministério Público. Com a orientação de usuários, foi aconselhado a tomar um veículo em um ponto em frente ao Teatro Goiânia, da linha Aruanã 2. Murilo subiu neste ônibus às 10h35 e chegou à parada próxima ao MP às 10h48.

Embora já esteja preparando o relatório para os inquéritos, o promotor pretende coletar mais informações, a partir de outras fiscalizações a serem feitas por servidores do Ministério Público. – (Com Assessoria do MP/GO)