A cidade está se preparando para receber amanhã milhares de manifestantes e o fato deve ser comemorado nesta Quinta-Feira do Não. Do não a isso tudo que está aí.
É alentador para a civilização observar que ainda há gente que se move em busca de um futuro. Se os homens fossem todos acomodados e satisfeitos, até hoje morariam em cavernas. Se não fosse a inquietação, é provável que nossa espécie tivesse sido dizimada na origem. Por isso, quando se veem as ruas cheias de pessoas gritando palavras de ordem, não se pode resumir o protesto ao contexto, mas ao sinal de evolução que evoca.
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Nas redes sociais, há o chamado para a Quinta-Feira do Não. Não a tudo que não presta. Não aos corruptos. Não ao transporte coletivo torturador e caro. Não às licitações falsas. Não a Marconi Perillo, a Dilma Rousseff, a Paulo Garcia e outros prefeitos. Não a Helder Valin e os demais parlamentares. Não às Câmaras Municipais vendilhonas. Não às obras superfaturadas. Não ao Detran com seus trambiques e seus diretores nepotistas. Não aos políticos vagabundos.
São vários os argumentos para dizer “não”, mas em resumo é o velho lema do “jacaré parado vira bolsa”. Às vezes a pessoa nem sabe por que está dizendo “não” aos governantes, mas os governantes sabem por que estão recebendo o “não” do povo na rua.
O dia 20 de junho vai entrar para a biografia dos participantes e para vergonha de quem se omite. O omisso é um agressor, porque com sua passividade permite que os políticos considerem que só vai à rua quem é baderneiro ou desocupado.
A única preocupação é não descambar para a violência real, pois nenhum governante estará ao alcance da mão para ser esbofeteado.
Não é brigando com policial que se atinge o político corrupto.
Não é apedrejando loja ou queimando ônibus que se combate injustiça social.
O melhor é manter a credibilidade fazendo o protesto pacífico. Xingando, gritando, berrando, mas sem agredir fisicamente nem ser agredido. Até porque a pedra que atinge o policial não inibe a violência dos militares. Aliás, pelo contrário. O cassetete do policial não fere só o vândalo, mas também os inocentes. Aliás, é o inocente é quem mais apanha.
Essas são as atitudes que os manifestantes devem evitar.
Afinal, tudo o que os corruptos querem é exibir imagens de caos e quebradeira. Aliás, caos e quebradeira que eles provocam nas contas públicas, na infraestrutura, na logística, na educação, na saúde, na segurança.
A Rede Clube de Comunicação, com a Rádio 730, o www.portal730.com.br e os jornais A Rede e Meu Clube dizem “sim” à Quinta-Feira do Não. Até porque se a imprensa não servir como porta-voz do povo, não serve para nada.






