No segundo episódio da série Cidades Acessíveis, a discussão gira em torno da responsabilidade social do arquiteto. Mais do que estética, a arquitetura é um instrumento de inclusão ou exclusão.
Para falar sobre o tema, o programa recebe Celina Manso e Patrícia Freitas, professoras da UEG, e Luma Figueira da Silva, estudante que representa a nova geração de arquitetos, todos comprometidos com uma prática que coloca a diversidade humana no centro do projeto.
Arquitetura como ferramenta de inclusão
A conversa começa com uma reflexão essencial: quando um arquiteto deixa de considerar a acessibilidade, perpetua desigualdades. Celina Manso explica que o momento certo para pensar em inclusão é no início do projeto, e não depois. “Tratar a acessibilidade como um custo adicional é um equívoco cultural que precisamos combater”, defende.
Por que não basta adaptar depois
Muitos gestores e clientes ainda veem a acessibilidade como algo que pode ser adicionado ao final da obra. Para Patrícia Freitas, essa mentalidade é um dos maiores obstáculos. “A adaptação tardia é mais cara, mais difícil e, muitas vezes, ineficaz. É preciso mudar a cultura da improvisação”, afirma.
Vivência acadêmica e novas gerações
Com um olhar voltado para o futuro, Luma Figueira destaca o papel das universidades na formação de profissionais conscientes. “Quando participamos de projetos que envolvem escuta ativa e contato com pessoas com deficiência, entendemos que a arquitetura não é neutra. Ela inclui ou exclui”, comenta.
Mudanças que precisamos ver
O episódio aponta caminhos para transformar a prática profissional: fortalecer a formação em acessibilidade, criar políticas públicas que exijam projetos inclusivos e valorizar profissionais especializados. Para os convidados, o desafio é grande, mas possível. “Queremos uma arquitetura que não enxergue a diversidade como problema, mas como premissa”, conclui Celina.
Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas: ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis.







