A jovem Gleice Évelyn Galvão, de apenas 20 anos, foi a última vítima fatal do uso do cerol. A garota, que estava casada há três meses, teve o pescoço cortado por uma linha de cerol enquanto estava na garupa de uma moto pilotada pelo seu esposo, no setor Solange Parque, em Goiânia.
Essa triste história traz de volta a discussão pelo combate a criminalização do uso do cerol, e o alerta para um novo material que já está sendo comercializado na internet, 40 vezes mais resistente que o cerol, chamado de linha chilena.
O assessor de comunicação da Polícia Militar de Goiás, coronel Walter Caetano, afirmou que a PM vai buscar o apoio de outras forças policiais para combater a venda da linha chilena pela internet e o uso do cerol convencional.
A linha chilena possui óxido de alumínio, produto que serve para equipar ferramentas de corte. O material é mais agressivo que o próprio cerol, feito para fins industriais, mas tem sido vendido no mercado clandestino.
Punição
A secretária municipal de defesa social, Adriana Accorsi, declarou que a legislação prevê uma multa de R$ 1500,00 sobre o comerciante que vende cerol vai ser mais fiscalizada na capital. “Como isso está sendo vendido de uma forma muito camuflada, ainda não houve essa punição para esses comerciantes. Nós vamos este ano propor uma alteração na legislação, para que a Guarda Municipal possa fazer sozinha a fiscalização e realizar a multa, tanto para as pessoas que vendem quanto para as que estiverem usando a pipa com cerol e as linhas industrializadas”, revela.
De acordo com a secretária Adriana Accorsi, a pasta vai buscar parceria com a Polícia Civil para indiciar as pessoas encontradas com cerol ou a linha chilena. Samara Galvão, irmã da vítima Gleice Galvão, destacou que uma passeata contra o uso de cerol vai acontecer na próxima sexta-feira (19), às 16h , saindo da rua Cristóvão Colombo, no Parque Industrial João Braz, em Goiânia, em direção ao Solange Parque.








