O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Goiás saiu do papel depois de muito debate na Casa. Mesmo sem concordar com alguns pontos que foram modificados, o presidente do Conselho, deputado estadual Humberto Aidar (PT), valoriza a aprovação do projeto de Lei.
O parlamentar assegura que o conselho não vai censurar os deputados. “Isto não vai existir. Eu não aceitaria a presidência neste caso,” diz o deputado.
Ouça a entrevista completa de Humberto Aidar: {mp3}stories/2015/junho/humberto_aidar_10_06{/mp3}
Humberto critica a modificação do texto inicial do projeto de criação do Conselho de Ética, que previa que qualquer cidadão poderia representar contra um parlamentar da Casa. Com a mudança, somente partidos que possuem deputados na Assembleia podem interpelar os deputados.
O petista cita que vários projetos não evoluem na Assembleia devido ao corporativismo dos deputados. Ele cita o fim da votação secreta, a redução do recesso parlamentar e o fim das viagens para o exterior bancadas com o dinheiro público.
Fim da aliança
O deputado defende o fim da coligação entre o PT e o PMDB para a disputa da prefeitura de Goiânia. Segundo ele, pelo menos no primeiro turno os dois partidos devem lançar candidatos próprios.
“O PMDB quer tudo, menos a companhia do PT. Porque hoje o Paulo (Garcia) não tem uma grande aprovação. Se lá na frente melhorar, o PMDB vai querer o PT na chapa,” afirma Humberto.
O petista defende, inclusive, que o PMDB comece a entregar os cargos que tem na prefeitura de Goiânia. Para ele, este é um processo que não precisa ficar para o ano que vem.








