O Atlético-MG é o líder do Campeonato Brasileiro, com 35 pontos. Mais que isso, é dono do futebol mais elogiado até o momento e, se não bastasse, é também o melhor visitante do Brasileirão. São quatro vitórias, um empate e duas derrotas. 13 pontos conquistados em 21 disputados. Por isso, toda a preocupação do Goiás com o jogo desse domingo (09), às 16h, no Serra Dourada, é necessária.

O técnico Levir Culpi chega à Goiânia motivado para o duelo e espera manter os bons números longe de Belo Horizonte: “A expectativa nossa é de manter esse rendimento, ter um time firme, não podemos perder o ritmo. Os jogadores estão motivados para mais esse jogo e em boas condições. Temos duas ausências, mas a base do time vai jogar e isso já é sinal que faremos um bom jogo”.

Ele analisa também a dificuldade de se jogar com um time precisando da vitória, enquanto o Galo vem sendo muito elogiado. Para ele, ficar tanto em evidência assim pode desconcentrar o grupo:

“É mais complicado, sim, porque no meio de tantos elogios, surgem muitos interessados. Isso tira o foco e acaba atrapalhando, uma situação difícil de administrar. Vamos ter que controlar isso e manter o grupo focado, sem vaidade”.

Levir revela também outra preocupação: o tamanho do campo do Serra. Enquanto os gramados padrão Fifa medem 105×68, o Serra Dourada tem 110×75. O técnico brinca com o fato de ser crítico ferrenho disso, mas quer minimizar a diferença na disposição do time:  

“Acho que não gostam de mim em Goiás porque toda vez que vou lá, critico o tamanho do gramado. Mas jamais criticarei o povo goiano ou o Serra Dourada. Mas o gramado é triste, está fora das dimensões da Fifa, 105×68, apesar de estrar dentro do regulamento. É uma desigualdade que não consigo entender, não podemos ter um campo maior que o outro”.