Funcionários de agências bancárias entram de greve a partir desta terça-feira (6) no Estado de Goiás. O movimento acontece em todo o país e não tem data definida para terminar. Banco do Brasil, Caixa Econômica e instituições privadas participam da paralisação.

De acordo com informações da Associação de Bancos nos Estados de Goiás, Tocantins e Maranhão (ASBAN), operações como saques, transferências, pagamentos e canais de atendimento alternativos como internet banking e aplicativos no celular poderão ser utilizadas normalmente. Além disso, as casas lotéricas, agências dos Correios, supermercados e outros estabelecimentos credenciados também continuarão a disponibilizar alguns serviços bancários.

Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66, Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários, vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche e babá no valor de R$ 788 cada, e auxílio para pagamentos em cursos de formação em nível superior.

A ASBAN informa que a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) está conduzindo as negociações com os grevistas, e a proposta apresentada foi de aumento de 5,5% nos salários, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. Além disso, foi proposto ainda PLR de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido igualmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).

A FENABAN ofertou também auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87, auxílio-creche de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de R$ 147,11 e qualificação profissional de R$ 1.294,49. Todas a propostas foram recusadas em assembleia da última quinta-feira (1).