Em entrevista exclusiva concedida ao repórter André Rodrigues, da Rádio 730, o gestor de futebol do Goiás falou sobre diversos temas, como as declarações de Sérgio Rassi, a qualidade das contratações na temporada 2015, a possibilidade de rebaixamento e sobre um possível racha entre elenco e comissão técnica. Confira os temas abordados na entrevista:

Acompanhe a entrevista feita pelo repórter André Rodrigues com Harlei Menezes:

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Dificuldades no dia-a-dia

“No dia-a-dia, a gente detecta várias situações, até pela nossa experiência e vivência no futebol. São coisas que a gente tenta contornar, mas que depende muito da maneira como é recebida pelos jogadores. A verdade é que temos um grupo muito jovem, até pela condição financeira do clube, e todo grupo jovem como o nosso sofre muito com vários problemas até que esses jogadores possam atingir uma maturidade maior e dar os resultados necessários, que é a manutenção do Goiás na primeira divisão, para que a gente possa traçar um novo projeto com uma condição financeira mais organizada, já que a administração do Sérgio está sendo para organizar as finanças do clube, colocar a casa em ordem”.

Declarações de Sérgio Rassi

“O que o Sérgio se referiu foi justamente a essa situação entre o Artur Neto e o Zé Love nessa última partida, que possa ter havido algum tipo de problema. Estou lá para motivar o grupo, passar confiança, passar a responsabilidade de manter o Goiás na Série A e, se for preciso, posso dobrar minha carga horária”.

Racha entre elenco e comissão técnica

“Se eles não se gostam, eles não demonstram. Vejo um grupo alegre e descontraído. Não adianta eles terem um ótimo relacionamento, mas chegar dentro de campo e não demonstrarem isso. Não detectei em momento algum um racha ou algum problema. Em relação ao Erik, ele é um garoto calado, que costuma ficar na dele e tem tentado melhorar, se envolver nas brincadeiras com o resto do elenco. Algo que a gente salienta é que ‘se existe alguma coisa entre vocês, resolvam’. Se tivesse alguma coisa para ser aparada, com certeza já foi resolvida”.

Medo de rebaixamento

“Não tenho medo de rebaixamento. Acredito que o Goiás tem totais condições de permanecer, que demonstrou todo seu valor e todo seu potencial diante de times que brigam pelo título, pela libertadores. Vamos lutar bastante para evitar essa queda, mas rebaixamento não é morte e existe vida após isso. Precisa ter um clube estruturado e bem administrado para que você consiga dar a volta por cima, caso venha a acontecer”.

Época de jogador e período como diretor

“Sempre liderei o Goiás como lidero agora. Muito antes do diretor de futebol do Goiás reunir os jogadores, eu fazia questão de conversar com todos, chamando, destacando a importância do comprometimento com o clube”.

Quem resolve?

“Na hora que passa para dentro das quatro linhas, são os jogadores que tem de resolver a situação e conquistar o resultado. O que pode ser feito, tem sido feito. Se precisar contratar um psicólogo, a gente contrata. Se precisar de um suplemento melhor, a gente compra. Se precisar aumentar a premiação, nós aumentamos”.

Reforços para a temporada 2015

“Não posso ir em uma concessionária de carro importado porque não tenho dinheiro para comprar um. Contratamos aqueles que davam para ser contratados e confiamos nesses jogadores. Eles foram escolhidos para vestir a camisa do Goiás”.

Teme ser demitido no final do ano?

“Não tenho o mínimo temor de nada. Estou fazendo aquilo que eu fui chamado para fazer. Se entenderem que eu devo continuar no clube, vou continuar. Se entenderem que devo sair, vou sair. Não tenho medo de nada. Sempre me coloquei na frente, na vidraça e nunca tive medo de me expor. Vou estar sempre a disposição do Goiás. Lembro que estava aposentado e recebi o convite para ser diretor de futebol. Em nenhum momento, pedi emprego no Goiás. Trabalho no Goiás, pois eu amo o clube”.

Comparação com outros diretores de futebol e avaliação sobre 2015

“Me contrataram pois sabem do meu caráter, da minha conduta, da minha disponibilidade de ficar o dia inteiro no Goiás. Desde o início, nunca escondi e sempre falei para todos, que era um projeto muito complicado, pela falta de dinheiro, pelos jogadores que estávamos perdendo e que sabíamos que dava uma sustentação boa. Para buscar atletas desse perfil, o nosso dinheiro não dava. Fizemos algumas escolhas e montamos a equipe. Agora, em relação a diretor de futebol viver dentro do clube, isso não aconteceu jamais. Não me lembro de diretor de futebol ser criticado após derrotas, como tem acontecido comigo”.