Nessa terça-feira, presidentes de 18 clubes se reuniram na sede da Rede Globo, em São Paulo, para discutir assuntos referentes à distribuição de cotas para os próximos anos do Campeonato Brasileiro. Em entrevista exclusiva a Charlie Pereira, da Rádio 730, o mandatário do Goiás, Sérgio Rassi, revelou quais temas foram tratados na reunião.

“Foi uma reunião na sede da Rede Globo, em São Paulo, onde foi discutido o Pay-Per-View, o chamado Premiere. É de conhecimento de todos que a televisão passa aos clubes três receitas: uma da TV aberta, outra das placas e a terceira, que hoje é a mais importante, advém do pay-per-view. Ao longo dos anos, a TV aberta vem perdendo importância para a TV fechada. Hoje a TV fechada é o assunto que mais gera polêmica, discussões nas reuniões”.

O presidente do Verdão revelou ainda que essa é a segunda reunião para tratar do assunto e que a próxima já tem data marcada. “Como são muitos presidentes, muitos comentários, já houve uma primeira reunião, essa foi a segunda e já ficou marcada uma terceira para daqui 20 dias. Ainda não foi batido o martelo nessa reunião, onde duas coisas foram mais avalizadas”.

Primeiro ponto

“Em primeiro lugar, o rateio, que é algo que a gente vem defendendo desde o início na minha gestão no Goiás, que seja mais igual, mais justo. Em relação a placas e TV aberta, essa discrepância não é tão grande. Na TV aberta ninguém ganha mais que 1,6 vezes que outro time. Agora, você comparar 2 milhões com 70 milhões é uma coisa abissal. Com exceção do Flamengo, todos os outros concordaram com uma nova distribuição e falamos em números percentuais, onde entre 20% e 30% seriam distribuídos igualitariamente e os demais ficariam pela pontuação no campeonato e pelo critério do torcedor, que é adotado hoje no Premiere”.

Segundo ponto

“A segunda parte da reunião foi para falar sobre esse critério adotado para identificar o torcedor no pay-per-view. Entender porque o Goiás tem 2,2%, que é o último lugar, e porque outro tem 30%. Nos explicaram que é o lance do telefonema, perguntam para qual time torce. Entre os 18 presentes na reunião, que era o antigo clube dos 13 que virou 18 agremiações, o Goiás era o último e o Atlético Paranaense em penúltimo. Goiás ganha 2 milhões e pouquinho e o Atlético-PR recebe 6 milhões. Essa diferença mostra para o nosso torcedor a importância do pay-per-view e, quando tiver essa sabatina, falar para qual time torce”.

Números refletem a realidade?

Questionado se acredita que os números apresentados apontam a realidade, Rassi destacou que, até pelo método que era adotado, sem levar em conta cidades do interior, por exemplo, não era o ideal. “Acredito que não. Por exemplo, numa casa de 5 a 6 pessoas, a pessoa que atendia o telefone falava o time que as pessoas da casa torciam e eram computados 5 ou 6 votos. A outra coisa que mudou é que o interior também passa a ser consultado e não apenas capitais. Data Folha e Ibope estavam lá explicando para a gente. São duas instituições que lidam com estatística e que têm nosso respeito. Achei estranho o estado de Goiás estar tão mal representado”.