O departamento jurídico do Vila Nova conseguiu um grande feito na última semana. Através dos advogados Paulo Pinheiro, diretor jurídico, e Rodrigo Menezes, o clube fez um acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, à partir de agora as rendas provenientes dos jogos não serão mais penhoradas.

O acordo prevê que o Vila Nova repassará 10% de todas as rendas líquidas dos jogos em que o time for mandante diretamente para o Tribunal do Trabalho. O valor mínimo de cada repasse deverá ser de 50 mil. Caso a bilheteria não arrecade essa valor, caberá ao clube inteirar o montante.

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No site oficial do Vila, o diretor jurídico Paulo Pinheiro explica o acordo:

“Iniciamos um trabalho juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho da 18º Região, objetivando que todas as ações trabalhistas fossem reunidas em uma vara única. Conseguimos essa solicitação e a presidência do tribunal editou uma portaria nº 006/2016 adequando ao que prevê a resolução número quinze do próprio TRT. Todas as possibilidades de penhoras decorrentes de ações trabalhistas estão suspensas”, esclarece.

AÇÃO TRABALHISTA

O goleiro Cléber Alves, que defendeu o Vila Nova na temporada 2014, ganhou uma ação trabalhista que movia contra o clube e, de acordo com a decisão da justiça, ele terá direito a receber indenização de até 75 mil reais, caso sejam incluídos valores corrigidos sob multa.

A decisão, porém, foi apenas em primeira instância e cabe recurso. O departamento jurídico do Vila Nova vai recorrer da decisão. Cléber Alves foi arqueiro do Tigre em 2014, na péssima campanha do time na Série B daquele ano, que culminou no rebaixamento para a terceira divisão.