A situação política do Brasil afeta todas as pessoas e empresas, e não poderia ser diferente com os clubes de futebol. O Atlético tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal para estampar a marca em sua camisa, mas o vice-presidente do clube, Jovair Arantes, teme que o seu envolvimento com o processo de Impeachment traga prejuízos a essa parceria.
“Se trouxer, mistura mais uma vez o público com o privado. O Atlético não é maior que o Brasil. Evidente que eu amo e tenho uma paixão pelo clube, mas eu não poderia largar o Brasil e ficar do lado do Atlético para votar contra um Impeachment para que os órgãos federais pudessem fazer um patrocínio para o Atlético”, argumentou o dirigente.
Jovair foi o relator do processo de Impeachment que foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último final de semana. No início do mandato de Dilma, Jovair era aliado e por isso participou diretamente na negociação do patrocínio para o clube rubro negro.
Com essa nova postura, ele espera que não haja uma retaliação desse nível, mas acredita que, se isso acontecer, pode ser que o Atlético não tenha mais o patrocínio. Para o deputado e dirigente atleticano, o clube só não tem a assinatura do contrato por problema interno.
Ele explica que depois de todas as certidões resolvidas, apareceu uma dívida de R$ 3 milhões com um ex-jogador e isso está impedindo que o contrato seja assinado. “A culpa da não renovação até agora é do próprio Atlético e eu me incluo nessa culpa. O clube tinha uma dívida muito antiga que o clube não tinha conhecimento em Brasília”, afirmou.









