A edição desta terça-feira (29) do programa Debates Esportivos, da Rádio 730, recebeu o novo presidente do Goiás, Marcelo Almeida, para uma entrevista exclusiva. O mandatário comentou sobre vários assuntos que vem sendo pauta desde que assumiu o comando esmeraldino após a renúncia de Sérgio Rassi.
Entre os assuntos debatidos, Marcelo Almeida falou sobre sua decisão de demitir Argel Fucks e efetivar Sílvio Criciúma, pela terceira vez nesta tempoada, como treinador. O mandatário afirmou que está ciente da forma negativa como os torcedores receberam esta notítica, mas que está convicto de sua decisão.
Confira abaixo partes da entrevista:
O senhor não teme ser aquela expectativa do Messias para o Goiás em relação ao seu torcedor? Visto que o senhor não fez nada de diferente? Técnico o mesmo, jogadores os mesmos, ou seja, mais do mesmo.
– Eu nunca me intitulei como Messias e nunca prometi nada. Eu apenas assumo um posto onde eu vejo que o número de problemas é muito grande e eles tem que ser resolvidos, se eles vão ser resolvidos por mim ou não é uma outra parte da conversa. Quando eu assumi o Goiás eu subdividi o meu planejamento em duas etapas. A etapa emergencial é essa de terra arrasada. Olho para trás e vejo que tem somente um ponto de diferença para a zona de rebaixamento. O meu plano emergencial é fugir da Série C. Posteriormente eu posso começar a desenvolver o meu segundo plano que, de repente, seja planejar o ano que vem. O Silvio Criciúma, apesar de não ter sido o diferente, foi o técnico que apresentou melhores números. Vivendo esse momento de desespero eu penso que tenho que ter um técnico que conheça o grupo
Por que a demissão do Argel sendo que já conhecia a equipe?
– Ele conhecia o time da maneira dele. Não teve bons resultados. Ele não conseguiu buscar os bons resultados que nós estávamos esperando.
Você acha que o erro está em quem comanda?
– O futebol mudou muito. O Goiás peca muito pela grandiosidade do clube. Quando chega um jogador para o nosso time o valor não é o mesmo para um clube adversário. Qualquer jogador que chega para nós hoje tem um preço estrondoso. Isso acontece em time grande. Tivemos um momento turbulado. Como exemplo pode citar o Gilson Kleina e acredito que se ele tivesse dado sequência na equipe poderíamos estar ocupando um lugar melhor na tabela, mas quem quis sair foi o próprio Gilson. Tivemos que ir atrás de outro treinador com auxílio do colegiado, não aquele colegiado oficial que existia. Nós nos reunimos e colocamos alguns nomes. O Sérgio Rassi teve as suas convicções para o Sérgio Soares. Eu descordei isso com o Sergio por esperar que o Sílvio assumisse.
Como você vê as primeiras reações dos torcedores?
– Sei que estou sendo muito criticado por ter tomado essa decisão. Eu trouxe o Sílvio por uma convicção pessoal minha. Se eu vou me equivocar, o futuro dirá. Eu trouxe o Sílvio por ter os melhores números e conhecer os atletas. Se chegasse outro treinador iria querer alguns jogadores e já estamos acostumados a ver esse filme. Eu tenho a minha convicção de que mudanças radicais, se forem feitas no pânico, podem ser pior. Vamos ficar com o simples.









