Diante das críticas pelas alterações feitas ma partida desta terça-feira (02) contra o América-RN, o técnico vilanovense Ademir Fonseca manteve a calma e ressaltou o duro trabalho de treinador. Segundo ele, a atuação de um técnico durante um jogo é avaliada somente pelo desempenho dos jogadores que entram no decorrer da partida.

“Quando os jogadores entram e campo e vão bem, o treinador acerta. Quando os jogadores não conseguem render o seu melhor o treinador mexeu mal, essa é a função do treinador”, analisou ele. “Quando as coisas não vão bem a responsabilidade é toda do treinador”, complementou.

Logo depois que o Vila marcou o primeiro gol contra o América-RN, o comandante colorado sacou o lateral Carlos Alberto e o meia Davi Ceará para as entradas do volante/zagueiro Gomes e o volante Júnior. Com isso o time goiano recuou bastante e propiciou o cresimento dos adversários na partida. Mais tarde Éberson saiu para a entrada de Assumpção

Ademir justificou dizendo que retirou Carlos Alberto pelo cansaço, e a entrada de Júnior para garantir maior posse de bola no meio-campo. Éberson foi sacado pela queda de rendimento, segundo o treinador. Apesar de não ter deixado claro se concordava com a ideia de que teria errado nas substituições, o treinador ressaltou: “Eu também erro, sou ser humano, não sou perfeito, e erro sempre tentando acertar”.

Ele aproveitou para exaltar o trabalho que tem sido feito até agora. “Nós, treinadores de futebol, trabalhamos com a razão. O torcedor trabalha com a emoção. Eu pergunto ao torcedor do Vila, que tem tanto nos ajudado, está melhor ou está pior desde a nossa chegada?”, disse. Fonseca reiterou que é preciso dar confiança ao atual grupo de jogadores da equipe.

“Como nós sabemos que o campeonato pra nós não é fácil, não foi fácil desde que nós chegamos aqui, a gente tem que ir com o que nós temos. Esse é o grupo de jogadores que nós temos no momento, então vamos procurar dar força, dar moral, para que eles possam dar moral pra nossa equipe”, afirmou.