A menos de 70 dias para o início da Copa do Mundo, a Presidência da África do Sul tratou de afastar qualquer possibilidade de que o assassinato do extremista branco Eugene Terre’Blanche, no último sábado, tenha desdobramentos que interfiram no torneio. Terre’Blanche era fundador e presidente de uma organização pró-apartheid chamada AWB e foi morto por dois negros porque não teria pago os salários deles.
Nesta segunda-feira, 05, o tablóide inglês “The Sun” chegou a fazer um mapa mostrando a proximidade da concentração da seleção inglesa da fazenda onde aconteceu o assassinato. E exagerou ao dizer que “o crime pode colocar as estrelas do futebol inglês e seus torcedores em uma guerra”, sugerindo que um conflito racial poderia começar na África do Sul.

Apesar da grande repercussão que o caso teve no país, não há indícios de que ele pode causar uma crise, até porque o AWB representava uma parcela muito pequena dos brancos, que são cerca de 10% da população.