O jogo mais esperado neste inicio de Campeonato Goiano, com certeza, estava por conta do duelo entre Goiás e Atlético. Onde muitos já apontam como a provável final da edição 2012. Com a presença de 11.155 pagantes (o maior dos clássicos até agora) e uma renda de R$ 260.430,00, o Goiás aproveitou a única grande chance do jogo para construir a própria vantagem e manter a série de invencibilidade na competição.

O técnico Hélio dos Anjos fez bastante mistério quanto a escalação da equipe para este clássico. De fato, nada muito absurdo foi feita e a presença de Elias no ataque e o time com quatro volantes foi posto a campo. Marcão por estar melhor condicionado foi escolhido para assumir a camisa 9. Um esquema interessante para marcar, jogar na retranca, mas pouco eficiente no ataque, na criação, em causar perigo ao adversário.

Um estilo de jogo que me fez lembrar aqueles jogos “inesquecíveis” no Brasileiro da Série A 2011 contra Atlético-PR, Avai, Ceará, Figueirense… Equipes que se recolheram no campo de defesa e exploraram os vacilos individuais do sistema defensivo atleticano. E neste ponto, eu esperava mais do Goiás. Eu esperava muito mais.

O comandante atleticano reconheceu que faltou objetividade a equipe que teve um bom domínio territorial e boa posse de bola. O time conseguiu fazer a bola girar e encurralar o Goiás no campo de defesa em certos momentos. Principalmente nos minutos iniciais da etapa final. No entanto, as finalizações e jogadas de perigo podem ser contadas nos dedos de uma mão. Márcio e Harlei foram figuras meramente ilustrativas.

Dois jogadores me preocupam: Paulo Henrique e Ernandes. O zagueiro tem sua qualidade indiscutível, onde nos últimos dois anos fez grandes jogos com a camisa do Atlético. Hoje entrou perdido em campo para substituir o Gabriel que saiu machucado. Com o PH em campo, o time voltou a apresentar as mesmas falhas no setor que foram repetidas no jogo contra o Rio Verde e contra o Goianésia onde o Paulo e o Ernandes estiveram juntos. Enquanto isso, o lateral/volante está muito abaixo do que apresentou no ano passado. Talvez pela necessidade de um preparo físico mais qualificado, Ernandes acaba sofrendo com a dificuldade de apoiar o ataque e correr para fechar a defesa. Há vários dias, tento entrevistar o Ernandes que sempre se esquiva das entrevistas coletivas. Gostaria de entender tanta dificuldade. De imediato, a diretoria tem que acelerar: Ou regulariza e põe o Paulinho para jogar ou devolve o jogador e corre atrás de outra opção para o setor.

Outros dois atletas chamam a atenção: Os volantes Joilson e Marino. O primeiro ganhou a condição de titular no jogo contra o Crac e apresentou mais um grande futebol na tarde deste domingo. Ditou o ritmo de jogo e ajudou numa melhor apresentação do Rafael Cruz no setor, que ainda está devendo. O Marino vai se confirmando como um grande candidato a ser o melhor jogador do Atlético no Campeonato Goiano. Tem velocidade, arrancada, força , bom poder de marcação e se lançou no ataque com muito perigo. Vai se tornar um dos melhores volantes do futebol brasileiro em pouco tempo.

De certo mesmo, é que o Atlético ainda não chegou nem perto daquele time que chamou a atenção na temporada passada.