Claudinei estreou com vitória contra o Fluminense por 1 a 0 no final de semana (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC)
Claudinei Oliveira foi contratado pelo Goiás e prometeu reescrever a sua história no clube. Ainda incomodado com a perda do título estadual em 2014, na sua primeira passagem, o treinador também tenta modificar um quadro recente do clube. Apesar de ser historicamente forte no Serra Dourada, os últimos confrontos da equipe no principal estádio do futebol goiano não trouxeram sorte ao time.
Na Série B do ano passado, foram sete jogos no Serra Dourada, com cinco derrotas e dois empates. O retrospecto ruim fez os jogadores pedirem a transferência das partidas para o Olímpico e só retornou na rodada final, quando também perdeu para o Brasil por 1 a 0 em jogo festivo pelo acesso.
Neste ano, o time jogou no Serra Dourada somente na primeira rodada contra o Goiânia e venceu por 3 a 0. Na segunda partida neste retorno ao Goiás após quatro anos, Claudinei quer ver o Serra Dourada com a mesma força do passado.
“É bom deixar uma boa primeira impressão. Deixamos no jogo fora de casa e agora precisamos fazer isso em casa. Eu aprendi a ver futebol e fui criado vendo o Serra Dourada como a casa do Goiás. Sei que no estadual a Serrinha é usada, um estádio bem bonito e gostoso de jogar. Mas vejo o Serra Dourada como a casa do Goiás. Todos os adversários têm dificuldades lá. Ninguém queria vir jogar contra o Goiás no Serra Dourada. Temos de resgatar isso”, prometeu o treinador.
Contratado há uma semana para substituir Maurício Barbieri, demitido após perder os dois jogos finais do Campeonato Goiano, Claudinei Oliveira chegou ao clube sob forte pressão, mas que agora se tornou tranquilidade após a vitória sobre o Fluminense na estreia.
“Sempre importante trabalhar em cima da vitória. Vitória traz tranquilidade. Bom também para validar a postura dos atletas, a organização tática. Cada jogador brigou por cada bola, isso ficou claro. Sempre tivemos uma boa organização tática e muita movimentação. Isso é importante. Passamos uma forma de jogar que deu certo. As trocas entre Michael e Barcia deram certo também. Aos poucos, eles vão conhecendo o nosso trabalho. Não é mágica. Foi um jogo difícil e agora vai ser outro difícil”, garantiu.
Outros tópicos da entrevista de Claudinei Oliveira
Preocupação com o São Paulo
– O São Paulo tem um time muito bom tecnicamente. Jogadores qualificados como Hudson, Anthony. Mas não podemos deixar eles jogando no nosso campo. Vamos avançar a marcação. O Fluminense teve a posse de bola, mas tivemos duas chances de gol. No segundo tempo, com o gramado ruim, chegamos mais vezes que o Fluminense. Entemdemos bem o jogo, vamos analisar de trás para frente. Não deixar o adversário jogar é o que vamos buscar, mas é um adversário de muita qualidade.
Saída de Rafael Vaz
– Sempre que chego nos lugares, eu colho informações. Eu não estava acompanhando o goiano porque eu estava em um regional de outro estado. Busquei informação, sabia do desgaste do torcedor. Conheço o David, acho um zagueiro interessante e rápido. Optei por zagueiros mais velozes. Fluminense tem jogadores de velocidade. Eu tinha essa opção de mudança. Não é porque o Rafael Vaz fez o gol que tomamos a decisão errada. Se não todo mundo que fizer gol, temos de colocar em campo. Ele foi orientado por mim. Tivemos uma consistência defensiva para chegar no final do jogo com essa possibilidade do gol. O Rafael teve uma postura muito legal. Foi uma postura tática e técnica e também pelo desgaste que eu já tinha ciência.
Árbitro de vídeo
Vai quebrar o ritmo em um primeiro momento pela demora. Os árbitros estão preocupados em serem muito criteriosos. Eu falei antes do lance sobre o pênalti. Tivemos uma palestra e qualquer toque de mão com a mão para cima da cabeça. Já esperava o pênalti e estava certo. No outro lance, em que pese 80% dos comentaristas de arbitragem achar que não foi impedimento, eu falo que atrapalhou porque eu fui goleiro. A bola passou do lado oposto do Luciano e o Tadeu perdeu a bola de vista. Na minha opinião, o árbitro foi coerente, correto. Não é porque me favoreceu. Não vai mudar nada. Mas acho que foi uma decisão correta.








