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Rubens Salomão

Após ataques, Ministério da Justiça cria Observatório da Violência contra Jornalistas

O Ministério da Justiça e Segurança Pública criará, nos próximos dias, um observatório para monitorar casos de violência contra jornalistas. Segundo o ministro, Flávio Dino, a decisão ocorre em acolhimento ao pedido das entidades sindicais dos jornalistas para a instalação do chamado “Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas”, para “criar diálogo com o Poder Judiciário e instituições do sistema de justiça e de segurança pública”, segundo escreveu Dino em uma rede social.

No fim da última semana, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de investigação para identificar responsáveis por agressões a jornalistas durante os atos golpistas em Brasília no domingo (8). O documento encaminhado pela ABI à PGR lista 15 casos de agressões sofridas por profissionais de imprensa.

O requerimento menciona o espancamento de uma fotojornalista do portal Metrópoles, que foi agredida, segundo a associação, por dez homens. Também cita o relato de um repórter do portal “Congresso em Foco” que teria sido impedido por um policial rodoviário federal de permanecer em lugar seguro. De acordo com a ABI, jornalistas tiveram ainda equipamentos furtados ou danificados nas agressões. A associação pede a reparação dos danos materiais e morais às vítimas.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Extremismo

“Crimes praticados contra os jornalistas tiveram como motivação principal a política doentia dos extremistas e os atos terroristas realizados, restringindo a livre imprensa e expressão dos profissionais. Além de violar de forma direta e inequívoca o Estado Democrático de Direito, coibindo que as informações referentes ao ato antidemocrático chegassem até a população brasileira”, argumenta o ministro.

Encontro

O ministro anunciou a medida depois de reunião com a presidenta da ABI, Samira de Castro, e representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Defesa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ter uma reunião ainda nesta semana com o ministro da Defesa, José Múcio, e os comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha para discutir a modernização das Forças Armadas.

De olho

O encontro ocorrerá uma semana depois de o petista ter demonstrado grande desconfiança com militares que trabalham na segurança do Palácio do Planalto devido à invasão das sedes dos Três Poderes. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), teve primeiro encontro com o comando e busca encaixar a reunião na agenda de Lula até sexta-feira (20).

Assunto

A reunião com Lula, segundo Costa, não terá a intenção de avançar na punição aos responsáveis por depredar os palácios de Brasília. E, entre os assuntos, está o aumento de investimentos nas Forças Armadas, por meio de firmar parcerias público-privadas.

Comparação

“Outras nações do mundo, por exemplo, nações grandes e desenvolvidas, fazem projeto de PPP para equipar suas Forças Armadas. Com isso, elas conseguem antecipar investimentos que se fossem depender apenas de recurso orçamentário anual não seriam possíveis”, afirmou.

Foto: Maykon Cardoso/Alego

Encerrado

Os deputados estaduais aprovaram, em sessão extraordinária, projeto que possibilita o acréscimo de R$ 206 milhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias referente ao exercício de 2023 (LDO). O valor inclui novos salários e despesas com pessoal referentes ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e da própria Assembleia Legislativa (Alego).

Valores

Serão R$ 152,3 mil anuais para TCE-GO e R$ 1,2 milhão para o TCM. Quanto à Alego, o aumento está atrelado ao salário dos parlamentares, o que renderá acréscimo de R$ 1,4 milhão por ano no orçamento.

Foto: Diretoria de Comunicação/TCE

Relatoria

O conselheiro Helder Valin foi escolhido por sorteio nesta terça-feira (17) como relator das contas de Ronaldo Caiado, referentes ao exercício de 2023. O ex-presidente da Alego vai elaborar o Parecer Prévio do Tribunal de Contas do Estado e acompanhará a execução ao longo do ano.

Rodízio

As contas anuais prestadas pelo governo incluem, além das do poder Executivo, as gestões dos chefes do Legislativo e Judiciário, bem como do Ministério Público, TCE e TCM. O sorteio, realizado pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas junto ao TCE-GO, Carlos Gustavo Silva Rodrigues, obedece ao critério de rodízio entre os conselheiros.

Pela ordem

O sorteio não inclui o do presidente do TCE, Saulo Mesquita. Também não tomaram parte este ano os conselheiros Carla Santillo, Sebastião Tejota, Celmar Rech e Kennedy Trindade, responsáveis, respectivamente, pelas contas de 2019, 2020, 2021 e 2022, restando na lista apenas os conselheiros Edson Ferrari e Helder Valin.

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