A paralisação dos servidores da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia se encerrou na última quarta-feira (27). No entanto, pacientes que estavam com atendimentos para as especialidades de urologia, risco cirúrgico e cardiologia, marcados para este início de fevereiro, terão que reagendar suas consultas. O superintendente do hospital, Aderrone Vieira Mendes, explica a situação.
“O SUS infelizmente subfinancia os hospitais que prestam serviço e a gente busca profissionais no mercado. Então, é difícil hoje conseguir uma expansão. Nós mantivemos o que já vínhamos ofertando historicamente, mas não conseguimos expandir, porque o profissional que faz estas especialidades recebe uma consulta de R$ 10”, afirma.
Para José Moreira dos Santos, que é morador de Aurilândia, fica o prejuízo. Ele aguarda há cerca de quatro meses por exames com o urologista. O idoso sai do município de madrugada para ir à Santa Casa e afirma que já fez pelo menos três tentativas junto ao atendimento da Secretaria de Saúde, mas em todas não obteve sucesso.
“Desde outubro estou que esperando para fazer a entrega desses exames e nunca fui atendido. Saí de lá 4 horas da manhã e a moça da secretaria já tentou agendar uma três vezes e não consegue”, ressalta.
Aderrone Aderrone Vieira Mendes explica que não há previsão para normalização dos atendimentos, e acrescenta que a possibilidade de retomada pode se dar ao longo do mês de fevereiro ou somente a partir de março.
“Infelizmente é o que a gente já dizia no mês passado, quando se tem uma paralisação você vai tendo uma grande bola de neve no processo. Novos agendamentos para estas especialidades nós vamos avaliar, se conseguirmos algumas vagas durante o mês nós vamos liberar, senão somente no mês que vem”, conclui.
A greve teve início no dia 21 de dezembro, quando os servidores alegavam que não tinham recebido o salário de novembro e o décimo terceiro, este último pago quatro dias depois com verba enviada pelo governo estadual, no valor R$ 1 milhão. As atividades foram paralisadas novamente no último dia 25, já que os funcionários revindicam os vencimentos referentes a dezembro.












