O Atlético Goianiense apresentou nesta terça-feira (6) o seu técnico para a temporada de 2021. Anunciado na última segunda-feira (5), Jorginho falou pela primeira com a camisa rubro-negra e iniciou seu trabalho à frente do Dragão. Ao lado do presidente Adson Batista, o ex-lateral da Seleção Brasileira comentou o desafio de comandar o clube goiano no campeonato estadual, Séria A, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.

“Para mim é uma honra poder vestir essa camisa. O histórico desse clube tem demonstrado a seriedade da sua diretoria e da sua presidência, e uma das razões para eu aceitar vir para cá é justamente pela continuidade do trabalho dos últimos treinadores que estiveram por aqui. Foram profissionais vencedores, que fizeram bons trabalhos e trabalhos a longo prazo. Ninguém consegue realizar um trabalho a curto prazo. Estou muito feliz de estar aqui, tenho certeza que faremos um grande trabalho, nós teremos um grande ano e excelentes competições. Esse elenco que está sendo montado vai dar uma resposta muito grande esse ano e teremos, quem sabe, conquistas”, disse em pronunciamento.

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Depois, em questionamentos da imprensa, o profissional de 56 anos explicou o estilo de jogo que o Atlético-GO terá sob o seu comando. Ele destacou que, mesmo com conceitos próprios, os treinadores precisam entender a forma como a instituição trabalha.

“Existe um protocolo do clube, que já tem uma filosofia e uma metodologia de trabalho, inclusive dentro de campo. Claro que cada treinador tem a sua forma de trabalhar, mas é muito importante você se encaixar na filosofia ou na forma de jogar do clube. Eu já enfrentei essa equipe algumas vezes e ela é intensa, ofensiva. O que eu vou fazer aqui é dar continuidade”, afirmou.

Estudando o ‘DNA’ do Dragão desde que as negociações se iniciaram e buscando dar continuidade ao trabalho já iniciado, Jorginho terá o auxílio do interino João Paulo Sanches – que comandou o time neste início de temporada -em sua estreia nesta quarta-feira (7) diante do Grêmio Anápolis no Estádio Jonas Duarte.

“Nesse próximo jogo o João (Paulo) vai estar comigo no banco porque é um cara que conhece muito. Eu não conheço muito os outros clubes, estudei bastante o Atlético Goianiense nesses últimos dias, então é muito importante eu estar com o João. É dar continuidade ao trabalho dele, inserir alguns conceitos que eu acho importante, toda a experiência que eu adquiri como jogador ou como treinador. Creio que vou trazer algo importante para o clube aqui. Estou muito motivado que vamos fazer um grande ano”, ressaltou.

Depois de um primeiro contato com o clube no final de última semana, o treinador teve tempo para conhecer p CT do Dragão. Em sua apresentação, elogiou a forma como o Atlético Goianiense é administrado, a estrutura física e a condição de trabalho que os atletas têm. Somando tudo isso, Jorginho acredita que a equipe possa fazer uma temporada ainda melhor do que foi em 2020.

“Na temporada passada o clube foi o 13º colocado que foi a melhor campanha que o Atlético-GO teve, mas acho que nós podemos pensar em algo mais sim porque estrutura e condição nós temos. Os jogadores estão muito focados e você percebe que o ambiente é leve e propício para que a gente tenha um grande ano”, analisou.

A chegada ao clube goiano acontece após uma passagem pelo Coritiba na última edição do Campeonato Brasileiro e uma rápida experiência como comentarista no SBT durante a Libertadores da América. Apesar de ter vivido os últimos meses na televisão, ele garante nunca ter pensando em abandonar a profissão.

“Em nenhum momento eu deixei de ser treinador. Fiz um acordo com o SBT porque eu não tinha nenhum contrato de exclusividade com eles durante esse período e deixei isso muito claro para eles. Naquela época eu tinha a oportunidade de ir para o exterior e se surgisse, eu não poderia ficar preso com eles. Eu conversei com eles que estaria dando continuidade à minha profissão como treinador. Então desde quando eu era auxiliar na Seleção eu não deixei de ser treinador. O que eu não queria era pegar um trabalho no meio do caminho como aconteceu no ano passado no Coritiba. Eu tive até propostas para sair da própria primeira divisão, mas eu preferi não aceitar porque é muito difícil pegar um trabalho no meio do caminho. Não tenho nenhum dúvida que eu permaneço como treinador”.