Os ânimos exaltados vistos dentro de campo, principalmente no fim do jogo, e também depois da partida, como destacado pelo técnico Waldemar Lemos, prolongaram para a área externa do Serra Dourada. Dessa vez, nada de briga entre torcidas e sim um episódio de jogador contra dirigente de Goiás e Atlético.
O atacante Richelly, que sequer foi relacionado para a partida, se envolveu em uma briga com Júnior Mortosa, supervisor de futebol do Atlético, e o segurança do clube, o Marcelão, na saída do ônibus rubro-negro. O carro do atacante esmeraldino atrapalhava a passagem e a confusão foi instalada. Richelly acusou os dois rubros-negros e os chamou de babacas.
“Eu não sei o nome, disseram que um é dirigente lá do Atlético e o outro um segurança, que me empurrou, me xingou e eu xinguei ele, eu estava de costas e ele me empurrou por trás. É um tremendo de um brutamontes e ainda foi ignorante para cima da minha mulher. É um cara totalmente covarde e babaca. Estavam com a camisa do Atlético, forçando para que eu tirasse meu carro porque estava atrapalhando a saída do ônibus, como se eu tivesse colocado de propósito”
O atacante do Goiás seguiu e explicou que o carro estava ali por que havia sido colocado por um guarda, mas ressaltou que nada pode explicar uma falta de respeito como a que foi vista. Apesar de achar que não precisava, Richelly provocou ainda mais os rubro-negros, dizendo que nenhum deles sabem perder.
“Eu deixei meu carro com um guarda, uma pessoa ali do estacionamento que pediu para deixar, e quando eu tava saindo, estavam esses dois brincalhões que eu nem sei o nome, com total falta de respeito, ficou batendo no meu carro. Eles ficaram chateados, começaram a xingar, eu também xinguei pela falta de respeito comigo e minha esposa, que tá grávida. Tem gente que não sabe perder, falaram um monte de m… , pra mim é um bando de babacas, não precisava”
Quem retrucou a versão dada pelo jogador foi o próprio Júnior Mortosa, que negou veementemente que ele ou o segurança do Atlético tenha encostado um dedo sequer no atacante esmeraldino. O supervisor de futebol explicou que a estratégia da delegação do Atlético era de sair o mais rápido possível do Serra Dourada, para evitar encontrar com a torcida esmeraldina, mas o carro de Richelly e de outros dois jogadores impediram essa agilidade.
“Esse cidadão diz que eu sou um babaca, mas babaca é quem não sabe a lei. Local onde entra o ônibus e sai, você não pode estacionar. Tentamos sair imediatamente com a compreensão da imprensa, de fazer uma zona mista para que pudéssemos sair de imediato do estádio e ficamos presos por três carros de atletas do Goiás. Inclusive, irritou o motorista do ônibus do Goiás, ele ligava a todo instante para que retirassem os carros e ninguém dava moral, e foi o ônibus do Goiás que quase amassou o carro desse atleta”
Quem também testemunhou o fato foram os repórteres da RÁDIO 730, Rafael Bessa e Juliano Moreira, que confirmaram a versão do dirigente do Atlético e citaram que o atleta esmeraldino fez “pirraça” com a delegação rubro-negra. Mortosa também comentou que até a esposa do atleta reprovou a atitude e voltou a afirmar que em momento algum houve agressão.
“Nós dissemos que se ele não aparecesse, nós iríamos arrastar o carro, mas não encostamos no carro dele. Eu pedi que ele tirasse o carro de imediato e ele me ironizou, inclusive a esposa dele pegou e disse ‘eu não tenho culpa da atitude dele’. Aí eu realmente dei um tapa no para-brisa do carro dele, mas sequer encostamos nele.






