A forma como adolescentes enxergam a si mesmos pode influenciar diretamente relações sociais, desempenho escolar e saúde emocional. Em um período marcado por mudanças, comparações e busca por pertencimento, questões ligadas à autoestima têm ganhado cada vez mais espaço nos debates sobre saúde mental.
O tema foi discutido no Ser Goiás na TV com a psicóloga Carina Morais, que explicou como a autoestima vai muito além da aparência física e envolve fatores emocionais, familiares e sociais.
Pressões cada vez mais presentes
Segundo a especialista, a adolescência sempre foi uma fase delicada para questões relacionadas à autoimagem, mas alguns fatores intensificaram essas dificuldades nos últimos anos.
A exposição constante nas redes sociais, os padrões estéticos e a necessidade de aceitação em grupos podem aumentar sentimentos de inadequação e insegurança entre os jovens.
Autoestima não é só aparência
Durante a entrevista, a psicóloga destacou que autoestima envolve a maneira como a pessoa percebe seu próprio valor, suas capacidades e a forma como se relaciona com o mundo.
Por isso, sinais de alerta podem aparecer não apenas em comentários sobre aparência, mas também em mudanças de comportamento, isolamento, desânimo ou dificuldade de interação social.
Escola e família têm papel importante
A reportagem também mostrou relatos de adolescentes sobre autoaceitação e percepção da própria imagem, reforçando como o tema está presente no cotidiano escolar.
Para a especialista, família e escola precisam atuar juntas no acolhimento emocional dos jovens, criando espaços seguros de diálogo e escuta.
Segundo ela, identificar precocemente sinais de sofrimento emocional pode ajudar a evitar agravamentos relacionados à ansiedade, depressão e outros transtornos.
Diálogo e acolhimento fazem diferença
A psicóloga ressaltou ainda que incentivar conversas sobre emoções, inseguranças e identidade contribui para fortalecer a confiança e o desenvolvimento emocional dos adolescentes.
Mais do que buscar padrões, o processo de autoestima passa pela construção de pertencimento, respeito às diferenças e valorização da individualidade.












