O time da Anapolina parece ser a maior pedra no sapato do Goiás neste Campeonato Goiano. Nem no clássico diante do Vila, único jogo que o Verdão não venceu, o time de Claudinei Oliveira teve tanta dificuldade para jogar. O resultado apertado, por 2 a 1, demonstra bem o que foi o jogo: um duelo bastante disputado, com as duas equipes se equiparando nas ações e diferença mínima no placar.

Diante de todo este cenário, o técnico do Verdão, Claudinei Oliveira, não escondeu que se surpreendeu com a atuação do adversário e elogiou o time do técnico Alfinete. “O que eles se propuseram a fazer, fizeram muito bem. Vieram com duas linhas de quatro defensivas, com a proposta de segurar o meio de campo e marcar. Os dois atacantes pelos lados sempre atentos para encaixar os contra-ataques, tentando impor a velocidade em cima dos nossos zagueiros e acredito que dentro disso foram bem”, analisa o técnico.

A composição da Chata acabou por criar muitas dificuldades ao Goiás, que em alguns momentos parecida perdido em campo. Claudinei percebeu essa situação e deu suas impressões. “É uma equipe muito bem montada pelo Alfinete e tivemos muita dificuldade em sair da marcação deles. Por isso, em alguns momentos perdemos no meio-de-campo. Estavam com uma postura muito defensiva e se armavam nos contra-ataques. Isso segurou um pouco o time, mas mesmo assim conseguimos fazer o resultado e conseguir a vitória”.

O Goiás manteve controle total da partida e foi dono da posse de bola. Apesar disso, tomou alguns sustos, inclusive, o gol de empate. Mesmo assim, Claudinei percebeu seu time superior na partida. “Não fizemos nosso melhor jogo, mas jogamos para vencer. Honramos essa proposta, buscamos a vitória e fomos merecedores do resultado. Não é fácil vencer a Anapolina, mas no final prevaleceu o resultado para quem buscou e lutou em busca de vencer”, declara.

Além das barreiras impostas pelos adversários, outro ponto que não agradou nem ao Goiás nem à Anapolina foi a arbitragem, do Eduardo Tomaz. Para Claudinei, a falta de critérios prejudicou o trabalho do árbitro. “Ele apitou o clássico e lá, não deixava o jogo correr. De 30 em 30 segundos apitava alguma coisa e amarrava o jogo. Agora ele escolheu uma falta para apitar e outra não. Essa falta de critério cria insegurança nas decisões que ele toma. Além disso, ele tentou ser mediador da partida, ao invés de apitar. Por isso houve descontentamento dos dois lados”.