Sessão plenária da comissão de constituição, justiça e redação da Câmara Municipal de Goiânia apreciou, em fase terminativa, o projeto de revisão do Plano Diretor, que foi enviado pela prefeitura. A matéria foi aprovada e teve duas emendas acatadas e anexadas ao texto que já foi enviado para a primeira votação em plenário.
A primeira emenda aceita foi a proposta pelo vereador Richard Nixon (PRTB) que permite a construção de estacionamentos verticais por igrejas. A segunda, de Elias Vaz (PSOL) define regras mais rígidas para uma possível venda da área referente ao batalhão anhanguera, no setor marista. O local pertence ao governo estadual, que planeja desafetar e comercializar a área.
O vereador de oposição, Geovani Antônio (PSDB) explica a intenção da emenda de Elias Vaz e que a tramitação do Plano Diretor ainda deve causar muitas discussões no plenário da casa.
O vereador Elias coloca no rol do artigo 132 do Plano Diretor, que já está definido a área do autódromo, do Hipódromo da Alagoinha, do antigo Dergo e de outras áreas citadas, ele inclui a área do Batalhão Anhanguera, que ela só possa ser mudada o seu padrão urbanístico, desde que seja aprovado pelo poder legislativo municipal.
O tucano diz que vários vereadores ainda devem apresentar emendas ao Plano Diretor. O vereador pede que as discussões sobre as mudanças sejam amadurecidas, principalmente nas que dizem respeito às alterações dos anexos e dos mapas.
O secretario-chefe da casa civil estadual, Vilmar Rocha, explica qual seria a intenção do governo, caso a área do Batalhão Anhanguera seja realmente vendida. “Queremos fazer uma operação casa. Vender a área do Batalhão Anhanguera e empregar todos os recursos na construção do segundo Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO 2). Desta forma fica claro para a sociedade, que o dinheiro saiu daqui e foi pra lá. O governo já tomou uma decisão de que não irá aplicar os recursos da venda dessas áreas em despesas de custeio ou da folha, aplicará em investimentos,” argumenta.
A Assembleia Legislativa já autorizou a venda, mas se a câmara aprovar o Plano Diretor com a emenda, a comercialização deverá passar por nova análise dos vereadores de Goiânia.








